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Trump pressionará presidente chinês sobre Irã em visita a Pequim
O presidente Donald Trump pressionará seu par chinês, Xi Jinping, a respeito do Irã quando visitar Pequim na próxima semana, afirmaram no domingo (10) vários funcionários do governo, enquanto o presidente americano busca um acordo para pôr fim à guerra no Oriente Médio.
A primeira viagem do republicano à China desde seu retorno à Casa Branca será marcada por uma grande pompa e incluirá uma visita ao famoso Templo do Céu, além de um luxuoso banquete de Estado, informou o governo americano.
"Eu esperaria que o presidente exercesse pressão", disse um funcionário de alto escalão em uma chamada com jornalistas, sob condição de anonimato.
O funcionário apontou que Trump abordou com Xi, em "múltiplas ocasiões", a questão das receitas que a China gera para o Irã e a Rússia através da venda de petróleo, bem como a venda de bens de dupla utilização (militar e civil). "Espero que essa conversa continue", acrescentou.
- Confirmado -
A China confirmou nesta segunda-feira (11) a visita de Trump de 13 a 15 de maio, a primeira de um presidente dos Estados Unidos ao país asiático desde 2017, quando o republicano viajou em novembro daquele ano.
"A convite do presidente Xi Jinping, o presidente dos Estados Unidos da América, Donald J. Trump, fará uma visita de Estado à China", afirmou o Ministério das Relações Exteriores em um comunicado.
A China anunciou que tentará promover "mais estabilidade" nas relações internacionais durante a visita de Trump.
"A China tem a intenção de trabalhar com os Estados Unidos em pé de igualdade, em um espírito de respeito e preocupação com o interesse mútuo, com o objetivo de desenvolver a cooperação, administrar as diferenças e proporcionar mais estabilidade e certeza a um mundo instável e interdependente", declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun.
"A diplomacia no mais alto nível desempenha um papel estratégico e orientador insubstituível nas relações entre China e Estados Unidos", acrescentou em entrevista coletiva.
O comércio, as tarifas e a inteligência artificial também estarão na agenda da visita. Também há expectativa de que Trump e Xi discutam sobre Taiwan.
"Esta será uma visita de considerável significado simbólico", disse Anna Kelly, a subsecretária de Comunicação do governo americano.
"Mas, é claro, o presidente Trump não viaja apenas pelo simbolismo. O povo americano pode esperar que o presidente continue fechando bons acordos", acrescentou.
O objetivo de Trump será "reequilibrar a relação com a China e priorizar a reciprocidade e a equidade para restaurar a independência econômica dos Estados Unidos", disse Kelly.
- "Estabilidade" -
Trump chegará a Pequim na noite de quarta‑feira, concretizando finalmente uma viagem prevista originalmente para março e adiada pela guerra lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Na quinta‑feira de manhã serão realizadas, em Pequim, uma cerimônia de boas‑vindas e uma reunião bilateral com Xi, seguidas de uma visita ao Templo do Céu, na mesma tarde, e de um banquete de Estado à noite, detalhou Kelly.
Posteriormente, na sexta‑feira, Trump e Xi manterão uma reunião bilateral com chá e um almoço de trabalho antes de o líder americano retornar a Washington.
Também é provável que ambos discutam o tema das recentes sanções impostas pelos Estados Unidos à China em relação à guerra no Irã, segundo uma fonte do governo.
Os Estados Unidos e a China estudarão a possibilidade de prorrogar a trégua comercial de um ano que os dois líderes acordaram em outubro do ano passado, embora as tensões continuem elevadas devido às tarifas generalizadas impostas por Trump.
Outra fonte do governo americano evitou responder se uma extensão da trégua é provável. "Ainda não está claro se será ampliado agora ou se será adiado para uma data posterior. Mantemos um contato bastante frequente com os chineses a respeito", disse aos jornalistas.
A fonte acrescentou que "os dois lados querem estabilidade".
Anna Kelly disse que os dois países esperam que o presidente chinês e sua esposa viajem a Washington ainda este ano.
A.Ruegg--VB