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Noboa espera superar crise diplomática com Colômbia após eleições presidenciais
O presidente do Equador, Daniel Noboa, declarou nesta segunda-feira (13) que espera obter uma solução para a crise diplomática e comercial com a Colômbia após as eleições de maio neste país vizinho.
Ambos os Estados estão em conflito desde fevereiro devido às críticas do mandatário equatoriano de direita sobre a suposta falta de apoio de seu homólogo de esquerda, Gustavo Petro, ao combate ao tráfico de drogas na fronteira comum.
O que começou como uma guerra tarifária escalou para uma crise diplomática após Petro se referir ao ex-vice-presidente equatoriano Jorge Glas como "preso político". Condenado por diferentes casos de corrupção, Glas é um aliado do ex-mandatário Rafael Correa, inimigo ferrenho de Noboa.
Na semana passada, Colômbia e Equador elevaram para 100% as tarifas de importação em ambos os sentidos e solicitaram o retorno de seus embaixadores.
"Não tenho grande esperança de que Petro mude", disse Noboa em uma entrevista de rádio nesta segunda-feira, ao ser questionado sobre a relação entre os dois países, que mantinham um importante intercâmbio comercial.
O presidente equatoriano afirma que, devido ao descaso da Colômbia na linha de fronteira de cerca de 600 quilômetros, o Equador precisa destinar cerca de 400 milhões de dólares (R$ 2 bilhões, na cotação atual) para enfrentar a insegurança.
"Esperamos que, depois destas eleições, possamos nos sentar e dar uma solução de longo prazo para este problema que temos na fronteira", declarou.
A Colômbia realizará eleições em 31 de maio. A campanha está marcada pelo assassinato, no ano passado, do senador Miguel Uribe, que buscava ser o candidato presidencial do partido de direita Centro Democrático.
No domingo, o governo colombiano reforçou a segurança de uma candidata da oposição devido a ameaças de morte.
A.Ammann--VB