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Irã afirma que não pretende negociar mas EUA insiste no contrário
O Irã "não tem intenção de negociar", afirmou nesta quarta-feira seu ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, antes de o presidente americano, Donald Trump, insistir em que Teerã participa de conversas para encerrar a guerra no Oriente Médio.
"Eles estão negociando e querem muito chegar a um acordo, mas têm medo de dizê-lo, porque temem ser assassinados por sua própria gente", disse o presidente americano, durante um jantar com congressistas republicanos. "Também têm medo de que nós os matemos."
"Às vezes, mensagens podem ser transmitidas, mas isso não pode ser caracterizado, de forma alguma, como diálogo ou negociação", ressaltou Araghchi. Da parte dos Estados Unidos, "falar em negociações agora equivale a admitir uma derrota", disse o chanceler iraniano à TV estatal.
Mais cedo, a Casa Branca havia alertado que Trump estava "preparado para desencadear o inferno" caso Teerã cometa "outro erro de cálculo": "Se o Irã não aceitar a realidade do momento atual, o presidente Trump garantirá que receba golpes mais duros do que quaisquer que já tenha recebido."
As iniciativas diplomáticas se multiplicaram nos últimos dias para tentar encerrar a guerra, que ameaça a economia mundial. Na tarde de hoje, o canal estatal iraniano Press TV citou um funcionário segundo o qual Teerã havia respondido "negativamente" a "uma proposta americana".
Segundo veículos dos Estados Unidos e de Israel, o plano proposto por Washington contém 15 pontos, considerados as primeiras propostas concretas desde o início da ofensiva. Ele foi encaminhado ao Irã por meio de Islamabad, que tem boas relações com os dois países, segundo dois funcionários do alto escalão paquistanês.
O Irã quer "encerrar a guerra sob suas próprias condições", ressaltou Araghchi.
burx-dla-es/ev/ad-arm/nn/lb
G.Schmid--VB