-
Produção industrial brasileira cai 0,8% em setembro
-
Brasil gera 121,3 mil empregos formais em setembro
-
Setor produtivo critica manutenção da Selic em 13,75%
-
Dólar recua após eleições nos EUA; Ibovespa sobe
-
Governo publica MP com alíquotas do Imposto Seletivo para 2027
-
SCANDIC FINANCE ने एलेक्स बोडी को समूह का उपाध्यक्ष नियुक्त किया
-
SCANDIC FINANCE แต่งตั้งอเล็กซ์ โบดี เป็นรองประธานกลุ่มบริษัท
-
SCANDIC FINANCE Grubu, Alex Bodi’yi başkan yardımcılığına atadı
-
Alex Bodi wiceprezesem grupy SCANDIC FINANCE
-
Алекс Боди е назначен за вицепрезидент на групата SCANDIC FINANCE
-
Alex Bodi a SCANDIC FINANCE vállalatcsoport új alelnöke
-
Ο Άλεξ Μπόντι νέος αντιπρόεδρος του ομίλου SCANDIC FINANCE
-
Alex Bodi byl jmenován viceprezidentem skupiny SCANDIC FINANCE
-
Alex Bodi utsedd till vicepresident för SCANDIC FINANCE-koncernen
-
تعيين أليكس بودي نائبًا لرئيس مجموعة SCANDIC FINANCE
-
SCANDIC FINANCEグループ、アレックス・ボディ氏を副社長に任命
-
SCANDIC FINANCE 그룹, 알렉스 보디 부사장 선임
Equador inicia 15 dias de operações antidrogas com apoio dos EUA
O Equador iniciará na noite deste domingo(15) um plano de duas semanas para atacar as organizações de narcotráfico com apoio dos Estados Unidos e sob rígidos toques de recolher nas regiões mais afetadas pela violência.
Fiel aliado de Washington, o presidente do Equador, Daniel Noboa, vem implementando há mais de dois anos uma política rígida contra os cartéis da cocaína, mas os índices de homicídios, desaparecimentos, extorsões e outros crimes não recuam.
Entre a noite deste domingo e a manhã de 31 de março, as forças militares equatorianas lançarão uma “ofensiva muito forte” com “assessoria” dos Estados Unidos, antecipou na terça-feira o ministro do Interior, John Reimberg.
O governo tem se mantido hermético em relação aos detalhes dessas operações e sobre se irá ou não mobilizar militares americanos em seu território, como já ocorreu durante o mandato de Noboa.
Ao longo de duas semanas, os equatorianos das províncias costeiras de Guayas, Los Ríos, Santo Domingo de los Tsáchilas e El Oro estarão proibidos de sair entre 23h e 5h locais.
“Estamos em guerra”, disse Reimberg. “Não se arrisquem, não saiam, fiquem em casa, deixem que a força pública, com os aliados, faça o trabalho que tem que ser feito”, acrescentou.
Embora não produza cocaína, o Equador se converteu no principal ponto de partida da droga que chega aos Estados Unidos, enquanto em suas ruas a guerra afeta com crueldade a população local.
Vizinho dos maiores produtores do pó branco, Colômbia e Peru, o país deixou de ser uma ilha de paz para ter uma das taxas de homicídio mais altas da América Latina: 52 para cada 100 mil habitantes, segundo o Observatório do Crime Organizado.
Durante o toque de recolher só poderão sair viajantes com passagem aérea em mãos, profissionais de saúde e de serviços de emergência.
A medida preocupa jornalistas, transportadores, donos de restaurantes, bares e outros negócios noturnos, além de pessoas que vivem longe de seus locais de trabalho.
Martha Ladines, de 28 anos, é padeira em Guayaquil e não poderá começar sua jornada de trabalho a tempo. “Disseram para nós que essa hora não será compensada porque há turnos de outros colegas, e vão descontar do salário”, diz à AFP a mãe de dois filhos.
- "Será difícil" -
O Equador faz parte da aliança de 17 países criada por Donald Trump para combater o narcotráfico na região, após um acordo selado no começo do mês em Miami sob o nome de “Escudo das Américas”.
Noboa se alinha a países como El Salvador e Argentina, dispostos a respaldar a campanha americana para ampliar sua influência na América Latina após a captura de Nicolás Maduro em uma operação militar ordenada por Trump na Venezuela.
Há meses as forças especiais americanas apoiam os comandos equatorianos em treinamento, inteligência e financiamento.
Na quarta-feira, o governo anunciou a inauguração do primeiro escritório do FBI no Equador.
Na semana passada, bombardeou, com apoio dos Estados Unidos, um acampamento dos Comandos da Fronteira, uma dissidência da guerrilha colombiana das Farc que atua na fronteira entre os dois países.
Essa ofensiva divide os equatorianos, diante de denúncias de organismos de direitos humanos sobre excessos da força pública durante os frequentes estados de exceção decretados por Noboa desde que chegou ao poder em novembro de 2023.
O toque de recolher “vai ser duro para muitos por causa do trabalho, mas é necessário para tentar controlar a insegurança em que vivemos. Tomara que as autoridades façam uma boa operação tática e não haja tantos mortos”, diz Luis Villacís, um vigilante de 58 anos.
Os equatorianos votaram “não” ao retorno de bases militares estrangeiras ao país em um referendo promovido por Noboa.
Os Estados Unidos mantiveram por uma década uma instalação da Força Aérea em Manta, principal porto pesqueiro equatoriano, um dos mais estratégicos para o comércio e um reduto do narcotráfico.
F.Mueller--VB