-
Polícia apreende pistola de gás e munição em Esch após incidente no Rathausplatz
-
Produção industrial brasileira cai 0,8% em setembro
-
Brasil gera 121,3 mil empregos formais em setembro
-
Setor produtivo critica manutenção da Selic em 13,75%
-
Dólar recua após eleições nos EUA; Ibovespa sobe
-
Governo publica MP com alíquotas do Imposto Seletivo para 2027
-
SCANDIC FINANCE ने एलेक्स बोडी को समूह का उपाध्यक्ष नियुक्त किया
-
SCANDIC FINANCE แต่งตั้งอเล็กซ์ โบดี เป็นรองประธานกลุ่มบริษัท
-
SCANDIC FINANCE Grubu, Alex Bodi’yi başkan yardımcılığına atadı
-
Alex Bodi wiceprezesem grupy SCANDIC FINANCE
-
Алекс Боди е назначен за вицепрезидент на групата SCANDIC FINANCE
-
Alex Bodi a SCANDIC FINANCE vállalatcsoport új alelnöke
-
Ο Άλεξ Μπόντι νέος αντιπρόεδρος του ομίλου SCANDIC FINANCE
Começa julgamento contra Gerry Adams por denúncias de vítimas do IRA
Gerry Adams, histórico dirigente do partido nacionalista norte-irlandês Sinn Féin, enfrenta a partir desta segunda-feira (9), em Londres, um julgamento movido por três vítimas de atentados do Exército Republicano Irlandês (IRA), que o apontam como um dos responsáveis.
O ex-líder político norte-irlandês, de 77 anos, que sempre negou ter tido um papel dentro do IRA, deverá depor esta semana no processo perante o Tribunal Superior de Justiça da Inglaterra, que deve durar até 17 de março.
Os três demandantes ficaram feridos em atentados cometidos na Inglaterra durante o período conhecido como o conflito norte-irlandês, chamado de "The Troubles" ("Os Problemas") no Reino Unido, entre as décadas de 1970 e 1990.
Os denunciantes são John Clark, ferido no atentado contra o tribunal de Old Bailey em 1973; Jonathan Ganesh, em Docklands, em Londres, em 1996; e Barry Laycock, no centro comercial Manchester Arndale em 1996.
Os três acusam Adams de ser "diretamente responsável" por certas decisões do IRA entre 1973 e 1996 e de ter "atuado com o objetivo de executar um plano para bombardear o território britânico".
As vítimas pedem uma indenização simbólica de uma libra esterlina (7 reais) por danos e prejuízos.
Edward Craven, advogado de Adams, disse nesta segunda-feira ao tribunal que seu cliente "nega categoricamente qualquer participação nos atentados" e também "que tenha sido alguma vez membro do IRA".
"Os demandantes não apresentaram uma única prova direta nem evidência documental que demonstre que ele tenha tido algum papel nos ataques", acrescentou.
A advogada dos demandantes, Anne Studd, afirmou que "no equilíbrio das probabilidades, Adams esteve tão envolvido quanto as pessoas que colocaram e detonaram essas bombas".
Adams foi "diretamente responsável e cúmplice dessas decisões tomadas por essa organização para detonar bombas em território britânico em 1973 e 1996", acrescentou.
O conflito norte-irlandês durou 30 anos e deixou cerca de 3.500 mortos, até a assinatura dos Acordos da Sexta-feira Santa em 1998, dos quais Adams foi um dos negociadores.
O conflito opôs nacionalistas republicanos, principalmente católicos e favoráveis à reunificação da Irlanda, a unionistas, em sua maioria protestantes, defensores da permanência no Reino Unido.
Adams assumiu a liderança do Sinn Féin em 1983, quando o partido era considerado o braço político do IRA.
A campanha de atentados do chamado IRA Provisório no Reino Unido causou a morte de mais de 100 pessoas.
Com o tempo, o Sinn Féin, que defende a reunificação da Irlanda, tornou-se um partido político e sua vice-presidente, Michelle O'Neill, é chefe do governo da Irlanda do Norte desde o início de 2024.
G.Haefliger--VB