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Voluntário francês oferece conforto com pães no rigoroso inverno ucraniano
Em seu caminhão estacionado na região de Kiev, Loïc Nervi amassa a farinha antes de colocar dezenas de formas no forno, de onde sairá o pão que ele distribui aos ucranianos. É a maneira que este voluntário francês encontrou para ajudá-los durante um inverno particularmente rigoroso.
Em um momento em que a Ucrânia enfrenta frequentes cortes de energia e aquecimento devido aos bombardeios russos, Nervi trabalha sozinho desde a madrugada para assar cerca de 700 pães por dia.
Seu caminhão branco, estacionado em Borodianka, perto de Kiev, atrai dezenas de moradores.
"Eu sabia que havia problemas com eletricidade e aquecimento em Kiev. Esta é a primeira vez que trabalho aqui", disse à AFP este voluntário, que se descreve como um "padeiro sem fronteiras" e já realizou inúmeras missões na Ucrânia.
Nervi afirma ter distribuído dezenas de milhares de pães desde o início da guerra em 2022, principalmente para idosos que não recebem ajuda de suas famílias ou do Estado.
"É importante porque temos que apoiar" os ucranianos, acrescenta, e acredita que "a maioria dos franceses não quer mais apoiar a Ucrânia porque estão fartos" ou "acham que a guerra acabou".
Neste inverno, os ataques russos à rede elétrica ucraniana deixaram centenas de milhares de casas sem aquecimento, água e eletricidade, em meio a temperaturas que chegaram a -20°C.
Esta campanha de bombardeios atingiu com particular intensidade a capital Kiev, onde até metade da cidade enfrentou cortes de energia.
A Ucrânia, por sua vez, ataca a infraestrutura elétrica nas regiões fronteiriças e as refinarias de petróleo na Rússia.
"Às vezes há eletricidade, às vezes não. Quando não há, faz muito frio muito rápido. E quando não há eletricidade, não temos nada para comer", disse Vira, uma residente de Borodianka, à AFP.
H.Kuenzler--VB