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Netanyahu chega à Casa Branca para pedir a Trump mais pressão sobre o Irã
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, chegou à Casa Branca nesta quarta-feira (11) para se encontrar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e pedir-lhe que aumente a pressão sobre o Irã para que este encerre seus programas nuclear e balístico.
O governo americano retomou as negociações na semana passada em Omã sobre o programa nuclear de seu arqui-inimigo, mas mantém a ameaça militar contra a República Islâmica caso um acordo não seja alcançado.
O líder israelense chegou à Casa Branca pouco antes das 11h00, horário local (13h00 de Brasília). Na véspera de seu encontro com Netanyahu, Trump afirmou que estava considerando enviar um segundo porta-aviões ao Oriente Médio para aumentar a pressão sobre Teerã.
Netanyahu, que visita os Estados Unidos pela sexta vez durante o segundo mandato do republicano, exige que as negociações também incluam o programa de mísseis balísticos de Teerã.
As autoridades iranianas, que denunciaram a "influência destrutiva" da visita do líder israelense, indicaram estar abertas a permitir "inspeções" para verificar a natureza pacífica de seu programa nuclear, mas alertaram que não cederão a "exigências excessivas".
"Não queremos adquirir armas nucleares. Já afirmamos isso repetidamente e estamos preparados para todos os tipos de inspeções", disse o presidente Masoud Pezeshkian nesta quarta-feira, dia do 47º aniversário da Revolução Islâmica.
- Pressão de Trump -
Embora tenha expressado esperança de alcançar um acordo, Trump alertou na terça-feira, em entrevista à Axios, que estava "pensando" em enviar um segundo porta-aviões para a região.
"Ou chegamos a um acordo, ou teremos que fazer algo muito duro como da última vez", afirmou. "Temos uma Marinha ali e outra pode estar a caminho".
Em 22 de junho, após várias rodadas de negociações com Teerã, Trump ordenou o bombardeio das instalações nucleares do país durante a guerra de 12 dias iniciada por Israel, a potência nuclear de fato, contra o Irã.
Em outra entrevista à Fox Business, o presidente republicano afirmou que, para se chegar a um acordo, a República Islâmica deve renunciar às suas armas nucleares e mísseis.
Os líderes iranianos "querem chegar a um acordo", mas "tem que ser um bom acordo", argumentou Trump, que acusou Teerã de ter sido "muito desonesta" com Washington.
- O que Netanyahu quer? -
Antes de partir para Washington, Netanyahu indicou que a reunião com Trump se concentraria em "negociações com o Irã", embora também fossem discutidas a Faixa de Gaza e outras questões regionais.
"Transmitirei ao presidente nossas posições a respeito dos princípios da negociação", explicou.
O gabinete de Netanyahu afirmou que ele enfatizaria sua preocupação com o arsenal de mísseis do Irã, e não apenas com seu programa nuclear.
Durante a breve guerra em junho, Teerã respondeu aos ataques israelenses lançando mísseis e outros projéteis contra alvos militares e civis em Israel, causando aproximadamente 30 mortes.
O Irã rejeita a ideia de que suas negociações com os Estados Unidos devam ir além de seu programa nuclear, embora Washington também queira abordar o programa de mísseis e o apoio de Teerã a grupos armados na região, como o Hamas palestino, o Hezbollah libanês e os rebeldes houthis no Iêmen.
burs-dk/jgc/dbh/avl/aa
I.Stoeckli--VB