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Primeiro-ministro britânico está envolvido em nova polêmica por uma nomeação
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, já fragilizado pelo caso Epstein-Mandelson, teve que se defender nesta quarta-feira (11) no Parlamento devido à amizade de um ex-colaborador seu com um ex-deputado condenado por posse de imagens pornográficas de menores.
O diretor de comunicação de Starmer até março de 2025, Matthew Doyle, a quem o primeiro-ministro nomeou membro da Câmara dos Lordes em dezembro, foi suspenso do Partido Trabalhista esta semana após virem a público seus vínculos com um ex-dirigente desta formação política, condenado duas vezes por posse de material pornográfico.
Doyle havia participado na campanha eleitoral do escocês Sean Morton, em 2017, depois de o ex-deputado ter sido acusado, em 2016, pelos referidos fatos.
Morton foi suspenso do Partido Trabalhista, mas naquela ocasião concorreu como independente.
Na terça-feira (10), Doyle pediu desculpas e reconheceu que não ter retirado seu apoio a Morton após sua imputação foi "uma clara falta de critério".
O político escocês foi condenado, em 2018, a realizar 140 horas de trabalho comunitário não remunerado e esteve sob supervisão judicial durante três anos.
Morton voltou a ser condenado em 2025, desta vez a 16 meses de prisão, pelos mesmos fatos.
Interpelado no Parlamento e vaiado pela oposição nesta quarta-feira, durante a sessão semanal de perguntas ao primeiro-ministro, Starmer se defendeu afirmando que seu ex-diretor de comunicação "não proporcionou uma informação completa" quando foi nomeado.
O caso surge no pior momento para Starmer, já afetado pelo escândalo sobre sua decisão, no final de 2024, de nomear Peter Mandelson como embaixador em Washington, apesar dele ter tido vínculos comprovados com o criminoso sexual Jeffrey Epstein, que morreu em 2019 na prisão.
Starmer assegura que não conhecia "a magnitude" destes vínculos no momento de nomear Mandelson, que foi destituído em setembro de 2025.
A líder da oposição conservadora, Kemi Badenoch, afirmou que as acusações contra Doyle haviam sido divulgadas pela imprensa antes de sua nomeação e acusou Starmer de não querer "assumir suas responsabilidades".
P.Vogel--VB