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Polícia sul-coreana faz operação em agência de inteligência por incursão de drones na Coreia do Norte
Detetives da polícia sul-coreana realizaram, nesta terça-feira (10), buscas na agência de inteligência do país como parte de uma investigação sobre a incursão de um drone em território norte-coreano, um incidente que ameaça prejudicar os esforços para melhorar as relações com Pyongyang.
O presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, tem buscado reparar os laços com seu vizinho isolado e detentor de armas nucleares e prometeu interromper os sobrevoos de drones na região fronteiriça, que começaram durante o governo de seu antecessor.
Pyongyang alega ter derrubado um drone de vigilância perto do polo industrial de Kaesong em janeiro e acusa Seul de enviar a aeronave para coletar informações sobre "alvos importantes". Inicialmente, a Coreia do Sul negou qualquer envolvimento oficial e Lee afirmou que tal ato seria equivalente a "atirar contra o Norte".
No entanto, uma força-tarefa conjunta do exército e da polícia anunciou nesta terça-feira que está investigando três soldados da ativa e um membro da agência de inteligência para "apurar a verdade de forma completa".
Os investigadores realizaram buscas em 18 locais de interesse, incluindo o Comando de Inteligência Militar e o Serviço Nacional de Inteligência.
Segundo a agência de notícias oficial norte-coreana KCNA, o drone abatido pelos militares no início de janeiro transportava "equipamentos de vigilância".
Fotos divulgadas pela agência mostram os destroços de uma pequena aeronave espalhados pelo chão, ao lado de um conjunto de componentes cinza e azul que, segundo relatos, incluíam câmeras.
C.Koch--VB