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Ataques israelenses deixam ao menos 25 mortos em Gaza
Pelo menos 25 pessoas morreram, nesta quarta-feira (4), em bombardeios aéreos e ataques de artilharia das forças israelenses na Faixa de Gaza. Entre os mortos há crianças, mulheres e paramédicos da organização Crescente Vermelho, informaram autoridades de saúde do território, a Defesa Civil e a Federação Internacional da Cruz Vermelha.
Apesar do cessar-fogo impulsionado pelos Estados Unidos, que entrou em vigor em 10 de outubro, as hostilidades persistem na Faixa de Gaza, onde Israel e o grupo islamista Hamas trocam acusações de violá-lo.
As mortes desta quarta-feira ocorrem poucos dias depois de Israel reabrir de forma muito limitada a passagem fronteiriça de Rafah, entre Gaza e o Egito, única saída para os habitantes do território palestino sem passar por Israel.
O Ministério da Saúde, que opera sob a autoridade do Hamas, tinha anunciado a morte de 21 pessoas e pelo menos 38 feridos. Entre os mortos estão três crianças, informou a pasta, que atua em trabalhos de resgate.
"Estávamos dormindo quando, de repente, começaram a chover projéteis e tiros", contou Abu Mohamed Habush, que perdeu um filho no ataque.
"Crianças pequenas foram martirizadas, meu filho e meu sobrinho estão entre os mortos. Perdemos muitos jovens", acrescentou, indicando que ele e sua família moravam longe da chamada Linha Amarela, onde as forças israelenses estão destacadas.
Enquanto isso, a agência de Defesa Civil do território informou que outras duas pessoas tinham morrido e oito ficaram feridas em um ataque contra uma tenda de campanha no centro da Faixa de Gaza. Mais uma pessoa morreu em um ataque que atingiu um grupo de civis a oeste da Cidade de Gaza.
Por outro lado, a Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV) informou em Genebra que um socorrista do Crescente Vermelho morreu enquanto prestava socorro em Khan Yunis, no sul do território.
A FICV expressou indignação com o assassinato de Hussein Hassan Hussein Al Samiri, nesta quarta-feira, enquanto prestava assistência durante um ataque no bairro de Al Mawasi, em Khan Yunis.
O Exército israelense informou ter lançado "ataques de precisão" depois que "terroristas atiraram" contra seus soldados e feriram um oficial, o que qualificou como uma violação da trégua.
T.Germann--VB