-
Consórcio assume Arena Niterói por 35 anos com R$ 28,1 milhões previstos
-
Phantom Blade Zero se afasta da fórmula tradicional dos soulslike
-
OpenAI apresenta GPT-6 Cyber para pesquisa e defesa digital
-
Marvel avalia ator de Shogun para novo Wolverine, diz rumor
-
Entregas da Black Friday podem ampliar congestionamentos nas metrópoles
-
Pré-download de GTA 6 começa em 10 de novembro nos consoles
-
Novembro reúne estreias de GTA 6, Zelda e outros jogos
-
Detran-SP permite pedir pela internet autorização para nova placa
-
GWM lidera avaliação de pós-venda no prêmio Os Eleitos 2026
-
Renault prepara Boreal híbrido 4x4 com eixo traseiro elétrico para 2027
-
Quatro Rodas de novembro traz teste do Haval H7 e resultado de Os Eleitos
-
Yangwang U9 Xtreme alcança 503,17 km/h e estabelece novo recorde
-
INSS cria reanálise para auxílio negado apenas por documentos
-
Lutador é detido no Rio por invasões e agressões contra vizinhas
-
Daniel Sikkema recebe prisão perpétua por morte do galerista Brent Sikkema
-
Paolla Oliveira compartilha rotina de exercícios voltada ao bem-estar mental
-
Scheila Carvalho relata inchaço após procedimento estético no rosto
-
Deputado destinou R$ 4,9 milhões a ONG presidida por empresário investigado
-
Parque de Ideias reúne Aline Midlej e Teresa Cristina em programação gratuita
-
Senac RJ leva experiências de negócios e tecnologia ao Sebrae Rio Summit
-
Câmara do Rio reconhece Academia do Tijolinho como patrimônio imaterial
Congressistas dos EUA visitam Dinamarca em apoio à Groenlândia frente a Trump
Uma delegação bipartidária do Congresso dos Estados Unidos iniciou, nesta sexta-feira (16), em Copenhague, uma visita em apoio à Dinamarca e à Groenlândia com o objetivo de expressar sua solidariedade frente às pressões do presidente Donald Trump, que deseja assumir o controle da ilha no Ártico.
Trump ameaçou, em diversas ocasiões, anexar a Groenlândia, um território autônomo dinamarquês, alegando que é vital para a segurança nacional de seu país.
A Casa Branca afirma que está considerando comprar a ilha, sem descartar uma intervenção militar neste território rico em recursos minerais.
Os 11 congressistas americanos têm prevista uma reunião com a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen — que reconheceu a existência de um "desacordo fundamental" com o governo Trump —, e o chefe de governo da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen.
A delegação americana chegou por volta do meio-dia à sede da patronal dinamarquesa para participar de um almoço com empresários. Mais tarde, tem previsto reunir-se com membros do Parlamento dinamarquês, onde foi hasteada a bandeira da Groenlândia.
"Mostramos solidariedade bipartidária com o povo deste país e com a Groenlândia. Eles têm sido nossos amigos e aliados há décadas", disse a jornalistas o senador democrata Dick Durbin.
"Queremos que saibam que estamos muito agradecidos, e que as declarações do presidente [Trump] não refletem como o povo americano se sente", acrescentou o legislador.
A visita ocorre dois dias após uma reunião de alto nível na Casa Branca, na qual autoridades dinamarquesas constataram que, até o momento, é impossível chegar a um acordo com os dirigentes americanos sobre o futuro do território autônomo.
Além de Durbin, a delegação inclui os senadores Chris Coons, Peter Welch e Jeanne Shaheen, do Partido Democrata, bem como Thom Tillis e Lisa Murkowski, do Partido Republicano.
A Câmara dos Representantes, por sua vez, está representada pelos democratas Steny Hoyer, Gregory Meeks, Madeleine Dean, Sara Jacobs e Sarah McBride.
A senadora Murkowski disse que houve um "bom diálogo" nas reuniões e destacou que era importante "fomentar" os laços entre os Estados Unidos, a Dinamarca e a Groenlândia.
"Quando se pergunta ao povo americano se acredita que é boa ideia que os Estados Unidos adquiram a Groenlândia, a grande maioria, cerca de 75%, dirá, 'Não acreditamos que seja uma boa ideia'", disse Murkowski.
"A Groenlândia deve ser vista como nossa aliada, não como um ativo", acrescentou.
Coons, por sua vez, lembrou que o propósito da visita é ouvir "respeitosamente os nossos amigos", e compartilhar visões para "baixar a temperatura e ter um diálogo mais construtivo sobre o melhor caminho a seguir", disse.
- "Devemos nos manter unidos" -
Vários países europeus começaram a enviar militares para a Groenlândia na quinta-feira para uma missão de reconhecimento inserida no âmbito do exercício "Arctic Endurance", em apoio à Dinamarca.
Os Estados Unidos não deram importância a esta operação.
"Não acredito que o [deslocamento de] tropas na Europa influencie o processo de tomada de decisões do presidente, nem tem qualquer impacto em seu objetivo de adquirir a Groenlândia", declarou na quinta-feira, em coletiva de imprensa, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.
A presença militar europeia é discreta, mas está sendo bem recebida nas ruas da capital groenlandesa, Nuuk, onde a bandeira vermelha e branca da ilha foi hasteada em diversas fachadas de lojas e janelas de residências.
"Devemos nos manter unidos na Europa. Do contrário, os americanos vão nos esmagar", opinou "Kenni", um sindicalista de 39 anos. "Sozinhos não somos muito grandes, mas juntos seremos", acrescentou.
O presidente americano tem falado em anexar a Groenlândia desde que retornou ao poder, há um ano. Mas elevou o tom após o ataque americano na Venezuela, com o qual depôs o presidente Nicolás Maduro.
A delegação americana viajará em seguida para o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, onde também é aguardada a presença de Trump.
L.Meier--VB