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Cuba convoca América Latina a 'fechar fileiras' frente aos EUA
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, conclamou neste sábado (3) a América Latina a "fechar fileiras" diante do ataque dos Estados Unidos à Venezuela, um forte aliado de Havana, e do "sequestro" do mandatário Nicolás Maduro.
"Vamos fechar fileiras, povos da América. Não deixemos passar o gigante das sete léguas!", disse Díaz-Canel em uma concentração em Havana, convocada de forma expedita pelo governante Partido Comunista.
"Os Estados Unidos não têm autoridade moral nem de qualquer tipo para retirar à força de seu país o presidente venezuelano, mas (...) são responsáveis perante o mundo" por sua "integridade física", acrescentou Díaz-Canel no ato, ao qual compareceram vários milhares de pessoas, incluindo o embaixador venezuelano, Orlando Maneiro.
Díaz-Canel denunciou "um ato de terrorismo de Estado", que representa "uma expressão inequívoca do (...) neofascismo que se pretende impor à humanidade".
Em uma coletiva de imprensa ao lado do presidente americano, Donald Trump, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou neste sábado que o governo cubano deveria estar preocupado após a captura de Maduro.
No ato, os cubanos agitaram bandeiras de Cuba e da Venezuela e gritaram palavras de ordem como "Cuba e Venezuela, uma só bandeira".
"Não temos medo, estamos preparados para enfrentar o que for necessário por Venezuela, por Cuba", declarou à AFP Yamila Sarduy, de 52 anos, uma das participantes da concentração.
Desde que retornou à Casa Branca em janeiro, Trump aumentou a pressão sobre Cuba, país que voltou à lista americana de "Estados patrocinadores do terrorismo", o que dificulta viagens e fluxos econômicos.
G.Schmid--VB