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Trump viaja para Ásia, onde se encontrará com Xi e espera se reunir com Lula e Kim
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump viaja neste sábado (25) para a Ásia, onde se reunirá com o contraparte chinês, Xi Jinping, e espera encontrar-se com o mandatário Luiz Inácio Lula da Silva e o líder norte-coreano Kim Jong Un.
Trump se reunirá com Xi na Coreia do Sul à margem da cúpula do fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), em uma tentativa de fechar um acordo para por fim à guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.
Também visitará a Malásia, para a cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) e o Japão, em sua primeira viagem à Ásia desde que retornou à Casa Branca em janeiro.
Durante uma escala neste sábado para reabastecer na base militar de Al Udeid, Trump prevê encontrar-se também com o emir e o primeiro-ministro do Catar, um país aliado fundamental na preservação do frágil acordo de cessar-fogo em Gaza.
Em declarações a bordo do Air Force One, o magnata republicano afirmou que espera ter uma "reunião muito boa" com Xi, acrescentando que acredita que a China chegará a um acordo para evitar mais tarifas de 100% programadas para entrar em vigor em 1º de novembro.
Um porta-voz do Tesouro dos Estados Unidos disse à AFP que os funcionários americanos e chineses concluíram na Malásia um dia de negociações comerciais "muito construtivas", e que devem ser retomadas no domingo.
O magnata afirmou que também espera se encontrar com o presidente Lula neste país asiático, enquanto os dois líderes buscam reparar sua relação após atritos diplomáticos.
"Acredito que nos reuniremos, sim", disse Trump aos jornalistas. Ao responder se estava disposto ou não a reduzir as tarifas alfandegárias impostas aos produtos brasileiros, acrescentou: "Sob as circunstâncias adequadas".
Lula e Trump começaram a resolver suas diferenças após meses de disputas e a imposição de tarifas punitivas de 50% devido ao julgamento e condenação por tentativa de golpe de Estado contra o ex-presidente de extrema direita Jair Bolsonaro, aliado do republicano.
Na véspera, o mandatário brasileiro assegurou que tinha "todo o interesse" em mostrar ao presidente americano que a imposição das tarifas ao país foi "um equívoco".
- Acordos de paz e comércio -
Trump sugeriu, enquanto estiver na península coreana, que poderia encontrar o líder norte-coreano Kim Jong Un pela primeira vez desde 2019, quando se reuniram durante seu primeiro mandato.
"Estou aberto a isso", disse o republicano a bordo do avião presidencial. "Eu tive um ótimo relacionamento com ele", adicionou.
Durante a viagem, os repórteres também perguntaram se ele estava aberto à demanda de Pyongyang de ser reconhecido como um Estado nuclear como condição prévia para o diálogo. "Bem, acho que eles são uma espécie de potência nuclear", respondeu.
A primeira parada de Trump será na cúpula da Asean ano domingo.
O magnata prevê para assinar um acordo comercial com a Malásia e supervisionar a assinatura de um acordo de paz entre Tailândia e Camboja, enquanto continua sua busca pelo Prêmio Nobel da Paz.
A primeira-ministra japonesa disse neste sábado no X que teve uma conversa inicial "boa e franca" com Trump.
Tóquio escapou do pior das tarifas que o mandatário impôs a países de todo o mundo para acabar com o que ele chama de desequilíbrios comerciais injustos que "prejudicam os Estados Unidos".
- Trump e Xi -
Espera-se que o ponto culminante da viagem seja a Coreia do Sul, onde Trump aterrissará na cidade portuária de Busan (sul) na quarta-feira antes da cúpula da Apec, fórum no qual participam os latino-americanos México, Peru e Chile.
O republicano se reunirá com o presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, fará um discurso em um almoço com líderes empresariais e jantará com diretores de empresas tecnológicas americanas, à margem da cúpula na cidade de Gyeongju.
Na quinta-feira, Trump encontrará Xi pela primeira vez desde seu retorno ao cargo.
Os mercados globais estarão atentos para ver se ambos os dirigentes podem encerrar a guerra comercial provocada pelas tarifas do republicano no início deste ano, sobretudo após uma recente disputa sobre restrições às terras raras de Pequim.
Inicialmente, Trump ameaçou cancelar a reunião e anunciou novas tarifas de 100% durante essa disputa, antes de decidir seguir com o compromisso.
Ele também declarou que falaria sobre o fentanil com Xi, enquanto aumenta a pressão sobre Pequim para conter o tráfico do poderoso opioide e Washington toma medidas contra os cartéis de drogas da América Latina, como tem apresentado em seus ataques mortais a embarcações no Caribe e no Pacífico.
C.Kreuzer--VB