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Ex-congressista George Santos deixa a prisão após decisão de Trump
O ex-congressista republicano George Santos, condenado por fraude eletrônica e roubo de identidade, saiu da prisão na sexta-feira (17) depois que teve a sentença comutada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou seu advogado à AFP.
Nascido em Nova York e filho de pais brasileiros, George, 37 anos, usou cartões de crédito de seus doadores sem autorização para comprar roupas de grife, quitar a entrada de automóvel e sacar dinheiro em caixas eletrônicos, segundo a Promotoria.
O ex-congressista saiu de uma prisão federal em Nova Jersey e estava "a caminho de casa", afirmou seu advogado Joseph Murray à AFP por telefone na noite de sexta-feira.
"Deus abençoe o presidente Donald J. Trump, o melhor presidente da história dos Estados Unidos!", acrescentou Murray em um comunicado publicado na conta da rede social X de George Santos.
Santos, ex-congressista republicano por Long Island, estado de Nova York, foi condenado em abril a 7 anos e 3 meses de prisão, a restituir quase 378 mil dólares (2 milhões de reais) e a pagar multa de 205 mil dólares (1,1 milhão de reais).
"George esteve em regime de isolamento por longos períodos e, de acordo com todas as fontes, foi terrivelmente maltratado", escreveu Trump em uma publicação extensa na rede Truth Social nesta sexta.
"Portanto, acabei de assinar uma comutação para libertar George Santos da prisão, imediatamente", afirmou Trump.
Uma comutação presidencial difere do perdão: no primeiro caso, a condenação permanece, mas é reduzida ou extinta a pena imposta, enquanto o perdão extingue os efeitos penais da condenação.
Uma investigação do comitê de ética do Congresso revelou que ele destinou fundos desviados a tratamentos de Botox e ao site pornográfico OnlyFans, além de adquirir artigos de luxo italianos e financiar férias nos Hamptons e em Las Vegas.
Ele também recebeu auxílios durante a pandemia de coronavírus aos quais não tinha direito, e seguro-desemprego mesmo estando empregado. E construiu um currículo cheio de mentiras sobre sua formação, religião, patrimônio e salário.
Entre as excentricidades biográficas fabricadas por Santos estão as afirmações de que trabalhou no banco Goldman Sachs, que era judeu e que havia sido um astro do vôlei universitário.
Após se recusar a renunciar ao mandato quando foi denunciado em maio de 2023, a Câmara dos Representantes o expulsou em dezembro daquele ano, tornando-o o sexto congressista a ser compelido a deixar o cargo na história da instituição.
Santos concorreu nas eleições legislativas de novembro de 2022 como a "nova face do Partido Republicano".
W.Huber--VB