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Huthis manterão ataques a navios israelenses perto do Iêmen apesar de acordo com EUA
Os huthis continuarão a atacar navios israelenses na costa do Iêmen, uma rota marítima essencial para o comércio mundial, disse um rebelde à AFP nesta quarta-feira (7), apesar de um recente cessar-fogo alcançado com os Estados Unidos mediado por Omã.
"As rotas marítimas são seguras para todas as embarcações internacionais, exceto os navios israelenses", disse Abdulmalik Alejri, acrescentando que navios israelenses não transitam pelo Mar Vermelho há algum tempo.
"Israel não faz parte do acordo, que diz respeito apenas a navios e outras embarcações americanas", disse.
Os Estados Unidos e os rebeldes huthis do Iêmen chegaram a um acordo, disse um mediador de Omã na terça-feira, após o anúncio do presidente Donald Trump de interromper os ataques aos insurgentes apoiados pelo Irã.
"De agora em diante, nenhum dos lados atacará o outro, incluindo navios americanos, no Mar Vermelho e no Estreito de Bab al-Mandeb", na costa do Iêmen, disse na terça-feira o ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr al-Busaidi.
Esmaeil Baqei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, "comemorou o fim da agressão dos EUA contra o país", disse ele em um comunicado divulgado nesta quarta-feira, elogiando a "lendária resistência" dos insurgentes iemenitas.
A Arábia Saudita também comemorou o pacto, que deve ajudar a "proteger a navegação e o comércio internacional", disse o Ministério das Relações Exteriores saudita em um comunicado.
O anúncio do acordo ocorreu depois que bombardeios israelenses destruíram o aeroporto internacional de Sanaa, capital do Iêmen, deixando três mortos.
Alegando agir em solidariedade aos palestinos, os huthis reivindicaram a responsabilidade por dezenas de ataques com mísseis e drones contra Israel desde o início da guerra entre Israel e o Hamas em Gaza.
Também atacaram navios que consideraram ligados a Israel na costa do Iêmen, especialmente no Mar Vermelho, por onde passa aproximadamente 12% do comércio mundial.
Sua campanha foi ampliada para incluir embarcações dos Estados Unidos e do Reino Unido, que começaram seus bombardeios em janeiro de 2024.
C.Koch--VB