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JD Vance aborda questão dos refugiados durante visita ao Vaticano
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, foi recebido neste sábado (19) no Vaticano e abordou a questão dos refugiados durante uma reunião, dois meses após o papa Francisco criticar duramente a política migratória de Donald Trump.
JD Vance, um católico fervoroso, foi recebido no Palácio Apostólico pelo cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado e número dois do Vaticano, assim como com o monsenhor Paul Richard Gallagher, secretário para as Relações com os Estados.
A reunião "cordial" abordou "a situação internacional, em particular nos países marcados pela guerra, as tensões políticas e situações humanitárias difíceis, com atenção especial para os migrantes, refugiados e prisioneiros", afirmou o Vaticano em um comunicado.
Antes da reunião, as partes haviam mantido a incerteza sobre um possível encontro entre Vance e o líder da Igreja Católica, de 88 anos. O encontro não foi mencionado.
JD Vance, convertido ao catolicismo aos 35 anos, poderia se reunir com Francisco no domingo, à margem da missa de Páscoa, embora sua presença não tenha sido confirmada oficialmente.
Apesar do estado de saúde frágil após uma grave pneumonia e ainda em recuperação, o papa recebeu o rei inglês Charles III no início de abril e apareceu várias vezes em público nos últimos dias.
Na tarde de sábado, o pontífice foi observado em uma cadeira de rodas acenando para os fiéis na basílica de São Pedro, segundo um vídeo publicado por um jornalista.
Em fevereiro, o papa argentino provocou a indignação da Casa Branca ao condenar, em uma carta aos bispos americanos, as expulsões em larga escala de migrantes promovidas por Donald Trump, um cenário que chamou de "grande crise".
Em 2024, o pontífice fez comentários durante a campanha eleitoral americana, algo incomum, ao qualificar de "loucura" a atitude hostil em relação aos migrantes e ao criticar personalidades católicas de direita por suas posições, muito conservadoras em sua opinião.
Vance é próximo da ala conservadora da Igreja Católica americana, que critica o papa argentino por suas posições sobre os migrantes, os fiéis do movimento LGBT ou por algumas questões de justiça social.
"As duas partes (...) renovaram seu compromisso de proteger o direito à liberdade religiosa e de consciência", indicou o Vaticano.
A Casa Branca indicou que as partes "falaram sobre a fé religiosa que compartilham, sobre o catolicismo nos Estados Unidos, a situação difícil das comunidades cristãs perseguidas em todo o mundo e sobre o compromisso do presidente Trump em restabelecer a paz no mundo".
Vance chegou na sexta-feira em Roma para o fim de semana de Páscoa e se reuniu com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni.
Também visitou a basílica de São Pedro, acompanhado da esposa, Usha, e de seus três filhos, para assistir à missa da Paixão da Sexta-Feira Santa, que recorda a morte de Cristo na cruz.
J.Marty--VB