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Presidente do Uruguai pede unidade latino-americana perante a incerteza
O presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, pediu, nesta segunda-feira (7), durante visita ao Panamá, avanços nos processos de integração na América Latina para enfrentar a incerteza econômica.
As declarações do presidente deste país-membro do Mercosul se seguiram à imposição de tarifas pelo presidente americano, Donald Trump, a países de todo o mundo, inclusive os da região.
"Naquele sul da América, onde nós somos um dos dois menores países da aliança Mercosul, entendemos que nossa vocação permanente é a de articular, integrar um mundo em que, todas as semanas ou todos os dias, nos deparamos com surpresas, com incerteza", disse o esquerdista Orsi.
"Nós queremos ser o caminho da certeza, da segurança", acrescentou Orsi, em breves declarações à imprensa ao lado do presidente panamenho, o direitista José Raúl Mulino.
Os dois presidentes se reuniram por mais de uma hora e meia no Palácio das Garças, sede do governo panamenho, na primeira viagem de Orsi ao exterior desde que assumiu o poder, em 1º de março.
O Uruguai integra o Mercosul, juntamente com Brasil, Argentina, Paraguai e Bolívia. Em dezembro, o Panamá entrou para este bloco comercial como Estado associado.
"O Panamá começou uma era de olhar para o sul buscando oportunidades, não apenas de trabalho, de negócio, de amizade, mas de integração da região; e hoje acredito que demos um passo certeiro nessa direção", afirmou Mulino.
A economia mundial continuou tropeçando nesta segunda-feira, devido ao anúncio de Trump de impor tarifas alfandegárias às importações procedentes de seus parceiros comerciais, inclusive dos países latino-americanos.
Do Panamá, Orsi viajará para Honduras, onde tem previsto participar, na próxima quarta-feira, da cúpula da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac).
T.Egger--VB