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Junta militar do Níger liberta ministros de governo deposto
A junta militar do Níger anunciou nesta terça-feira (1º) a libertação de cerca de 50 pessoas, incluídos ministros do governo que depôs em julho de 2023, seguindo as recomendações emitidas em fevereiro por uma "conferência nacional".
Entre as pessoas libertadas estão ex-ministros, um diplomata, um jornalista e soldados acusados de tentativa de golpe em 2010.
No entanto, o ex-presidente deposto Mohammed Bazoum continua detido apesar dos pedidos internacionais por sua libertação.
"Estes indivíduos estão sendo liberados conforme as recomendações do Fórum Nacional de Reconstrução", indicou a secretaria geral de governo em comunicado lido na televisão.
A maioria dessas pessoas foi detida após o golpe que levou ao poder o general Abdourahamane Tchiani, ex-chefe da guarda presidencial, sob acusações de "conspiração para minar a segurança e a autoridade do Estado".
A conferência nacional de fevereiro fortaleceu o comando da junta de governo ao autorizar a continuidade do general Tchiani no poder nos próximos cinco anos no Níger.
Desde que assumiram o governo, os militares do Níger cortaram relações com a França e expulsaram os soldados franceses e americanos que apoiavam a luta contra os jihadistas.
Ao mesmo tempo, se aproximaram de seus vizinhos Burkina Faso e Mali, ambos com governos militares, e formaram a Aliança de Estados do Sahel, que se aproximou da Rússia.
G.Frei--VB