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Indicado de Trump para as Forças Armadas dos EUA promete ser um líder imparcial
O candidato de Donald Trump para chefiar o Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas garantiu aos congressistas americanos, nesta terça-feira (1º), que se for confirmado no cargo, será um líder imparcial, em meio às preocupações de que comandantes militares nos Estados Unidos sejam destituídos por motivos políticos.
Os democratas criticaram duramente a demissão do general CQ Brown, ex-titular do Estado-Maior Conjunto, assim como de outros cargos de alto escalão, e acusam Trump e o secretário de Defesa, Pete Hegseth, de tentar fazer com que as Forças Armadas sejam lideradas por pessoas leais ao presidente.
Se for confirmado, "continuarei com as tradições e os costumes de meu juramento de serviço e meu compromisso como líder imparcial que sempre se esforçará para fazer a coisa certa", disse o tenente-general reformado Dan Caine aos membros do Congresso, em uma tentativa de dissipar as preocupações sobre sua nomeação.
Evitar a politização das Forças Armadas "começa com dar um bom exemplo no topo e a garantia de que somos imparciais e apolíticos, sempre falando a verdade ao poder", acrescentou.
"O país e a Constituição exigem Forças Armadas imparciais", declarou.
Caine também citou um episódio que dizia que ele havia usado, no passado, um boné com o slogan de Trump "Make America Great Again" durante uma reunião com o atual presidente, e sugeriu que o republicano poderia ter se lembrado de outra pessoa.
"Durante 34 anos, cumpri meu juramento de serviço e meu compromisso com minha tarefa, e nunca usei propaganda política", disse Caine, que foi indicado por Trump como sucessor de Brown em uma ação incomum no início deste ano.
P.Vogel--VB