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EUA sancionam rede de lavagem de dinheiro para o Cartel de Sinaloa
Os Estados Unidos sancionaram, nesta segunda-feira (31), seis pessoas e sete empresas "envolvidas em uma rede de lavagem de dinheiro" para o mexicano Cartel de Sinaloa, anunciou o Departamento do Tesouro.
O governo americano considera o cartel, incluído em sua lista de organizações terroristas globais, "responsável por uma parte significativa do fentanil ilícito e de outras drogas" nos Estados Unidos.
"O dinheiro lavado das drogas é o sustento do negócio narcoterrorista do Cartel de Sinaloa, possível apenas por meio de facilitadores financeiros de confiança", denunciou o secretário do Tesouro, Scott Bessent.
Entre as pessoas sancionadas pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac), que responde ao Departamento do Tesouro, está Enrique Dann Esparragoza Rosas, acusado por Washington de transferir o lucro com as drogas dos Estados Unidos para o México por meio de um esquema de câmbio de dólares por pesos mexicanos.
Entre os clientes de Esparragoza estão os quatro filhos de Joaquín "El Chapo" Guzmán, ex-líder do Cartel de Sinaloa preso nos Estados Unidos, e a facção liderada por Ismael "El Mayo" Zambada.
Também foram alvo de sanção Alan Viramontes Sesteaga, membro do Cartel de Sinaloa, Salvador Díaz Rodríguez e Israel Daniel Paez Vargas. Completam a lista Alberto David Benguiat Jiménez e Christian Noe Amador Valenzuela, um dos seus sócios.
A organização de Benguiat usa uma rede de empresas de fachada para esconder a origem do dinheiro que movimenta a partir dos Estados Unidos. Washington sanciona várias delas: Scatman and Hatman Corp S.A.P.I, Personas Unidas Hoas S.A.P.I., Grupo Zipfel de México S.A., Grupo Unter Empresarial S.A., Productions Pipo S. De R.L. e Vindende Group S.A.
Como resultado das sanções do Ofac, todos os bens e participações das pessoas afetadas que estiverem nos Estados Unidos ou em poder ou sob o controle de americanos ficam bloqueados. Além disso, a Rede de Investigação de Crimes Financeiros (FinCEN) do Tesouro emitiu um alerta para pedir às instituições que aumentem os cuidados diante da transferência de grandes quantias de dinheiro em espécie.
H.Weber--VB