-
Venezuela liberta novos presos políticos após segunda rodada de diálogo
-
Em jogo com duas viradas, Espanha vence Inglaterra (3-2) na Liga das Nações
-
Modric comanda vitória da Croácia sobre República Tcheca (2-1) na Liga das Nações
-
'Tender Loving Care' ganha Concha de Ouro em San Sebastián
-
Argentina leva prêmio de melhor filme latino em San Sebastián
-
Trump rejeita plano iraniano para reabrir Estreito de Ormuz
-
Rússia acusa Europa de se opor a paz na Ucrânia
-
NFL toma conta do Maracanã, templo do futebol
-
Mbappé sofre hiperextensão do joelho e deve ficar afastado por duas semanas
-
Trump rejeita plano iraniano para reabrir o Estreito de Ormuz
-
Norris pede suspensão para Colapinto por ter provocado acidente no Azerbaijão
-
Alemanha escolhe Munique como candidata a sediar Jogos Olímpicos
-
Menino de 11 anos brilha nos eSports dos Jogos Asiáticos
-
Bombardeios de Rússia e Ucrânia deixam pelo menos sete mortos
-
EUA e China abrirão 'canal de comunicação' sobre IA após cúpula Trump-Xi
-
Papa celebra missa multitudinária na Champs-Elysées, em Paris
-
George Russell vence GP do Azerbaijão de F1; Antonelli é 5º
-
Sobe para seis o número de mortos em desabamento de prédio em Atenas
-
Corpos de turistas americanos são recuperados após prédio desabar em Atenas
-
Irã apresenta aos EUA plano para reabrir Ormuz, que Trump teria rejeitado
-
Depois da Meta, TikTok aceita limitar tempo de uso dos adolescentes
-
Chega ao fim 2º ciclo de diálogos entre governo interino e oposição na Venezuela
Biden e González conversaram sobre 'como restaurar a democracia na Venezuela'
O presidente Joe Biden e o opositor venezuelano Edmundo González Urrutia, que afirma ter vencido Nicolás Maduro nas eleições, discutiram nesta segunda-feira (6) na Casa Branca sobre como "restaurar a democracia na Venezuela", poucos dias antes da posse presidencial em Caracas.
González está somando apoios em seu giro internacional, que já o levou à Argentina e ao Uruguai, e seguirá para o Panamá e a República Dominicana após sua passagem pelos Estados Unidos.
O presidente do Paraguai, Santiago Peña, conversou com ele por telefone para expressar seu apoio, o que provocou a ruptura de relações diplomáticas entre Caracas e Assunção.
O anúncio foi feito pouco depois do encontro na Casa Branca, que o Ministério de Relações Exteriores venezuelano classificou como um ato de "intervencionismo" que tachou de "grotesco".
Biden indicou que acompanhará "de perto" os protestos convocados pela oposição venezuelana para quinta-feira e destacou que "os venezuelanos devem poder expressar suas opiniões políticas de forma pacífica, sem medo de represálias do exército e da polícia" de Maduro, segundo comunicado da Casa Branca.
Os dois líderes também insistiram no “respeito à vontade do povo".
- "Em contato" com Trump -
"A transição na Venezuela ocorrerá durante os últimos dias da administração Biden", disse González, segundo a oposição venezuelana, a duas semanas da posse de Donald Trump.
Não se sabe se o opositor conversou diretamente com Trump ou com Marco Rubio, futuro chefe da diplomacia americana e crítico ferrenho de Maduro, a quem chamou de "ditador".
"Nossas equipes estão em contato com as equipes do presidente Trump", limitou-se a dizer González.
Os Estados Unidos consideram o apadrinhado político da líder opositora María Corina Machado o presidente eleito da Venezuela após as eleições de julho, marcadas por acusações de fraude.
Maduro foi declarado vencedor pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), que não publicou detalhadamente as atas eleitorais, como exige a lei.
Exilado na Espanha desde setembro, González prometeu voltar ao seu país para ser empossado presidente na sexta-feira, apesar de as autoridades oferecerem uma recompensa de 100 mil dólares (608 mil reais) por informações que levem à sua captura.
O ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, alertou nesta segunda que "assim que ele colocar um dedo na Venezuela, será preso".
No domingo, o líder opositor enviou uma mensagem às forças armadas, peça-chave para a sobrevivência do chavismo. "No dia 10 de janeiro, pela vontade soberana do povo venezuelano, eu devo assumir o papel de comandante em chefe", afirmou em um vídeo nas redes sociais.
O alto comando militar respondeu chamando-o de "covarde". "Rejeitamos categoricamente e com veemência absoluta este ato palhaço e bufão de politicagem desprezível", declarou o ministro da Defesa, general Vladimir Padrino, em comunicado lido na TV estatal.
Em Washington, González manteve sua agenda apesar de uma forte nevasca, que forçou o cancelamento de uma reunião do Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA). No entanto, ele se encontrou com o secretário-geral da organização, Luis Almagro.
- "Roubaram as eleições" -
Desafiando o frio e a neve, um grupo de venezuelanos esperava na porta da sede da OEA para ver seu "presidente".
"Roubaram as eleições de nós, mas temos fé de que seremos livres [...] O povo está decidido; não há mais medo", disse José Gómez, de 32 anos.
Luis Azócar, de 39, também mantém a esperança, mas acredita que mudanças imediatas são improváveis. "Não perco a fé de que algum dia tudo vai mudar, mas não acho que será nesta sexta-feira", afirmou.
A oposição tenta mobilizar os cidadãos. Machado, que está na clandestinidade desde 1º de agosto devido a ameaças contra sua vida e liberdade, convocou manifestações para quinta-feira.
"Se todos sairmos, milhões, como algumas centenas ou milhares de pessoas armadas poderão [avançar] contra 30 milhões de venezuelanos? No final, a única maneira de sermos livres é vencendo o medo", declarou à AFP.
A repressão aos protestos após o anúncio da reeleição de Maduro deixou 28 mortos, quase 200 feridos e mais de 2.400 detidos.
Se Machado teme ser presa? "Eu não perderia por nada este dia histórico", respondeu. "Se acontecer algo comigo, a instrução é clara [...], ninguém vai negociar a liberdade da Venezuela pela minha liberdade."
bur-erl-jt-pgf/atm/ic/am
L.Maurer--VB