-
Multidão protesta em Madri contra despejo de mulher de 87 anos
-
Estilista Louise Trotter se consolida na Bottega Veneta
-
Venezuela liberta novos presos políticos após segunda rodada de diálogo
-
Em jogo com duas viradas, Espanha vence Inglaterra (3-2) na Liga das Nações
-
Modric comanda vitória da Croácia sobre República Tcheca (2-1) na Liga das Nações
-
'Tender Loving Care' ganha Concha de Ouro em San Sebastián
-
Argentina leva prêmio de melhor filme latino em San Sebastián
-
Trump rejeita plano iraniano para reabrir Estreito de Ormuz
-
Rússia acusa Europa de se opor a paz na Ucrânia
-
NFL toma conta do Maracanã, templo do futebol
-
Mbappé sofre hiperextensão do joelho e deve ficar afastado por duas semanas
-
Trump rejeita plano iraniano para reabrir o Estreito de Ormuz
-
Norris pede suspensão para Colapinto por ter provocado acidente no Azerbaijão
-
Alemanha escolhe Munique como candidata a sediar Jogos Olímpicos
-
Menino de 11 anos brilha nos eSports dos Jogos Asiáticos
-
Bombardeios de Rússia e Ucrânia deixam pelo menos sete mortos
-
EUA e China abrirão 'canal de comunicação' sobre IA após cúpula Trump-Xi
-
Papa celebra missa multitudinária na Champs-Elysées, em Paris
-
George Russell vence GP do Azerbaijão de F1; Antonelli é 5º
-
Sobe para seis o número de mortos em desabamento de prédio em Atenas
-
Corpos de turistas americanos são recuperados após prédio desabar em Atenas
Dezenas de milhares de pessoas marcham na Geórgia, mas governo descarta novas eleições
A polícia da Geórgia utilizou gás lacrimogêneo e canhões de água neste domingo (1º), durante o quarto dia consecutivo de manifestações pró-União Europeia, que reuniram dezenas de milhares de manifestantes, após o governo recusar a convocação de novas eleições, como exige a oposição.
A ex-república soviética realizou eleições legislativas em 26 de outubro. O partido no poder, Sonho Georgiano, declarou vitória, mas a oposição denunciou irregularidades e pediu a convocação de novas eleições, uma demanda apoiada pela presidente do país, Salome Zurabishvili, que possui poderes limitados.
"Claro que não", respondeu o primeiro-ministro, Irakli Kobakhidze, ao ser questionado por jornalistas sobre a possibilidade de o governo, acusado de adotar uma postura autoritária pró-Rússia, aceitar realizar novas eleições.
As manifestações eclodiram na capital Tbilisi e em outras cidades após Kobakhidze anunciar, na quinta-feira, que as negociações de adesão à União Europeia seriam adiadas para 2028. Ainda assim, o governo afirma que deseja que o país faça parte do bloco até 2030.
Os protestos foram reprimidos com gás lacrimogêneo e canhões de água, resultando em mais de 150 detidos e dezenas de policiais feridos, segundo a polícia. No entanto, a Associação Georgiana de Jovens Advogados estimou cerca de 200 detidos.
Em alguns casos, a polícia perseguiu manifestantes pelas ruas, agredindo-os e disparando balas de borracha e gás lacrimogêneo.
Levan Khabeishvili, líder do partido opositor Movimento Nacional Unido, afirmou à imprensa que foi agredido por cerca de 15 policiais mascarados, que tentaram detê-lo antes que ele conseguisse escapar com a ajuda de outros manifestantes.
- Novas eleições -
Dezenas de milhares de pessoas se reuniram neste domingo em frente à sede do Parlamento, agitando bandeiras da União Europeia e da Geórgia, segundo observou a AFP.
Nesse contexto, a presidente Zurabishvili, pró-europeia, declarou que permanecerá no cargo "até que haja novas eleições", mesmo que seu mandato termine no final de dezembro.
"Até que haja novas eleições e que um Parlamento eleja um novo presidente segundo novas regras, meu mandato continuará", afirmou ela em entrevista exclusiva à AFP.
"A utilização de violência contra manifestantes pacíficos é claramente inaceitável, e o governo georgiano deve respeitar a vontade do povo da Geórgia", afirmou neste domingo Kaja Kallas, nova chefe da diplomacia europeia.
Kallas, que assumiu o cargo no domingo, acrescentou que a situação na Geórgia teria "claras consequências" para as relações com a União Europeia.
Paralelamente às manifestações, centenas de funcionários públicos e juízes emitiram declarações conjuntas em protesto, enquanto cerca de 160 diplomatas georgianos criticaram a decisão do governo, afirmando que ela viola a Constituição e conduz o país ao "isolamento internacional".
R.Braegger--VB