-
Multidão protesta em Madri contra despejo de mulher de 87 anos
-
Estilista Louise Trotter se consolida na Bottega Veneta
-
Venezuela liberta novos presos políticos após segunda rodada de diálogo
-
Em jogo com duas viradas, Espanha vence Inglaterra (3-2) na Liga das Nações
-
Modric comanda vitória da Croácia sobre República Tcheca (2-1) na Liga das Nações
-
'Tender Loving Care' ganha Concha de Ouro em San Sebastián
-
Argentina leva prêmio de melhor filme latino em San Sebastián
-
Trump rejeita plano iraniano para reabrir Estreito de Ormuz
-
Rússia acusa Europa de se opor a paz na Ucrânia
-
NFL toma conta do Maracanã, templo do futebol
-
Mbappé sofre hiperextensão do joelho e deve ficar afastado por duas semanas
-
Trump rejeita plano iraniano para reabrir o Estreito de Ormuz
-
Norris pede suspensão para Colapinto por ter provocado acidente no Azerbaijão
-
Alemanha escolhe Munique como candidata a sediar Jogos Olímpicos
-
Menino de 11 anos brilha nos eSports dos Jogos Asiáticos
-
Bombardeios de Rússia e Ucrânia deixam pelo menos sete mortos
-
EUA e China abrirão 'canal de comunicação' sobre IA após cúpula Trump-Xi
-
Papa celebra missa multitudinária na Champs-Elysées, em Paris
-
George Russell vence GP do Azerbaijão de F1; Antonelli é 5º
-
Sobe para seis o número de mortos em desabamento de prédio em Atenas
-
Corpos de turistas americanos são recuperados após prédio desabar em Atenas
Confrontos na Geórgia entre manifestantes pró-UE e policiais em frente ao parlamento
Violentos confrontos ocorreram na noite deste sábado (30) em Tbilisi, em frente ao parlamento da Geórgia, entre a polícia e manifestantes pró-europeus que protestavam, pelo terceiro dia consecutivo, contra a decisão do governo de adiar as negociações para adesão à União Europeia (UE) até 2028.
O batalhão de choque da polícia utilizou balas de borracha, gás lacrimogêneo e canhões de água contra os manifestantes. Um jornalista da AFP relatou a presença de chamas em uma janela de um edifício próximo ao local.
O país do Cáucaso enfrenta uma crise política desde outubro, quando o partido governista, Sonho Georgiano, declarou vitória nas eleições legislativas. Tanto a oposição quanto a presidente pró-europeia Salomé Zurabishvili alegam que houve fraude eleitoral.
A tensão aumentou na quinta-feira, após o governo, acusado de adotar uma postura autoritária pró-Rússia, decidir adiar as negociações para adesão à UE até 2028, embora tenha afirmado que espera alcançar a adesão até 2030. A Geórgia é candidata a integrar o bloco desde 2023.
A decisão levou a oposição pró-europeia a organizar protestos desde quinta-feira, tanto na capital, Tbilisi, quanto em outras cidades, segundo o canal de televisão Mtavari.
Na noite de sexta-feira, as manifestações resultaram em 107 pessoas presas por "desobedecer ordens policiais" e "atos de vandalismo", informou o Ministério do Interior. A polícia novamente usou gás lacrimogêneo e canhões de água contra os manifestantes, que responderam com ovos e sinalizadores, de acordo com jornalistas da AFP.
Segundo as autoridades, "dez agentes do Ministério do Interior foram feridos" nos protestos de sexta-feira. Na quinta-feira, 32 policiais ficaram feridos e 43 manifestantes foram detidos.
"O movimento de resistência começou [...] Solidarizo-me com os manifestantes", declarou a presidente Zurabishvili na sexta-feira, em um discurso na televisão. Embora a Constituição limite seus poderes, ela enfatizou: "Continuaremos unidos até que a Geórgia retorne ao caminho europeu e realize novas eleições".
Em entrevista à AFP neste sábado, Zurabishvili afirmou que não renunciará até que novas eleições legislativas sejam organizadas. "Enquanto não houver novas eleições e um Parlamento que escolha um novo presidente sob novas regras, meu mandato continuará", declarou.
Externamente, França, Ucrânia e o Conselho da Europa pediram moderação e respeito ao direito de manifestação pacífica.
P.Staeheli--VB