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Bolívia troca ministro de Hidrocarbonetos em meio a severa crise de combustíveis
O presidente da Bolívia, Luis Arce, trocou, nesta segunda-feira (12), seu ministro de Hidrocarbonetos e Energia, em meio a uma severa crise no abastecimento de combustíveis subvencionados.
Em um ato na sede do governo, Arce empossou Alejandro Gallardo no lugar de Franklin Molina, que vinha sendo alvo dos protestos dos transportes e comerciantes diante da escassez cíclica de gasolina e diesel.
Até mesmo durante uma greve recente, sua demissão foi pedida, assim como a de outras autoridades do setor.
"Visamos reduzir a dependência dos combustíveis importados, mediante ações que permitam a diversificação de opções", afirmou Gallardo, sem se aprofundar sobre as alternativas à crise.
Desde o ano passado, a Bolívia registra a cada dois ou três meses problemas na venda de combustíveis, o que provocou bloqueios de rodovias por parte de trabalhadores dos transporte de carga e de passageiros.
Segundo o vice-ministro de Hidrocarbonetos, a Bolívia consome diariamente 7 milhões de litros de diesel e cerca de 6 milhões de gasolina. O país importa cerca de 70% do primeiro combustível e 50% do segundo.
Além disso, a Bolívia subvenciona a importação de combustíveis. Em 2023, destinou 1,1 bilhão de dólares (R$ 5,3 bilhões, na cotação da época) e para 2024 orçou US$ 1,4 bilhão (R$ 7,6 bilhões, na cotação atual).
Este gasto significou uma profunda queda em suas reservas internacionais. Juntamente com a gasolina e o diesel, os bolivianos também sofrem com a falta de dólares no sistema financeiro privado.
No mercado paralelo, a moeda é cotada 50% acima do preço oficial.
Na semana passada, o governo de Arce propôs um referendo para que os bolivianos decidam sobre a manutenção do subsídio oneroso aos combustíveis.
D.Bachmann--VB