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Presidente da Mauritânia defende aliança de países para combater o jihadismo
O presidente da Mauritânia, Mohamed Ould Cheikh El Ghazouani, pediu, em uma entrevista à AFP, aos países de África Ocidental que estabeleçam uma aliança para enfrentar a expansão do jihadismo, após a saída de três Estados de organismos regionais.
"A região precisa desenvolver uma vontade política comum para poder lutar contra a insegurança", declarou na sexta-feira à AFP Ghazouani, que está em campanha para tentar obter um segundo mandato nas eleições de 29 de junho.
"Não sou daqueles que pensam que os países podem enfrentar uma ameaça como o terrorismo de maneira individual", destacou em Atar, cidade que fica 450 km ao nordeste de Nouakchott, capital do país.
Ghazouani, 67 anos, falou sobre a falta de segurança na região e destacou que o cenário piorou recentemente.
Os militares tomaram o poder à força em Burkina Faso, Mali e Níger nos últimos anos com a promessa de aumentar a segurança da região, que enfrenta a violência de grupos jihadistas.
"Precisamos criar uma coalizão. Precisamos de união", disse o presidente da Mauritânia, país de 4,5 milhões de habitantes.
Ghazouani defendeu uma possível substituição da aliança G5 Sahel, criada em 2014 por Mauritânia, Burkina Faso, Mali, Níger e Chade, com o apoio de parceiros ocidentais, para enfrentar o jihadismo.
Os líderes militares do Mali, Burkina Faso e Níger abandonaram a aliança G5 nos últimos anos, alegando que a mesma era instrumentalizada pela França, a ex-potência colonial.
"Se o G5 Sahel não é adequado, devemos encontrar outro G-algo", disse Ghazouani.
Os três regimes militares romperam com a França nas áreas militar e política. Os três países se aproximaram da Rússia.
Também abandonaram a Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e criaram sua própria aliança de Estados do Sahel (AES).
Questionado sobre a possibilidade de a AES adotar uma nova forma de cooperação para combater a insegurança, Ghazouani afirmou pensa, em particular, em um "encontro, um debate, uma conscientização conjunta da nossa própria situação".
B.Baumann--VB