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Seleção espanhola é recebida com festa em Madri
Os jogadores da seleção espanhola, recém-coroada campeã da Copa do Mundo de 2026 após derrotar a Argentina, chegaram a Madri nesta segunda-feira (20), onde percorrerão ruas repletas de torcedores que os receberão como heróis.
Após pousarem às 14h30, horário local (09h30 em Brasília), no aeroporto de Madrid-Barajas, o primeiro a sair do avião foi o capitão da equipe e melhor jogador do torneio, Rodri, com a taça na mão.
Ele e o treinador Luis de la Fuente foram seguidos pelos demais jogadores, entre eles a estrela Lamine Yamal e Ferran Torres, que marcou o gol da vitória, para embarcar em ônibus com faixas nas laterais que diziam "Parabéns, campeões".
Após serem recebidos pelo rei Felipe VI no Palácio da Zarzuela e pelo primeiro-ministro, Pedro Sánchez, no Palácio da Moncloa, os campeões do mundo iniciarão um desfile pelas ruas de Madri a bordo de um ônibus de dois andares.
Eles percorrerão grandes avenidas da capital espanhola até chegar à Praça de Cibeles, sede da prefeitura de Madri, por volta das 19h00 locais, onde ocorrerá uma cerimônia para homenagear a equipe.
Espera-se cerca de um milhão de pessoas na celebração, estimou o delegado do governo em Madri, Francisco Martín, que detalhou que mais de 2.000 policiais e 400 agentes da Guarda Civil serão responsáveis pela segurança.
- Celebração "merecida" -
Alguns torcedores planejam comemorar nesta segunda-feira, como Bruno González, de 32 anos, que diz à AFP que será preciso "comemorar de alguma maneira", já que "isso só acontece a cada quatro anos e a Espanha estava há cerca de 14 anos sem ganhar. Pelo menos uma comemoração ela merece!".
Após uma longa noite de festa, o estudante Tomás Hernanz, de 18 anos, carrega a bandeira da Espanha amarrada sobre os ombros. Seu plano é "passar o dia inteiro por Madri" e aproveitar "um sentimento que queremos viver agora e do qual não vamos nos arrepender".
"Estarei preparado para receber nossos campeões", diz o militar José Márquez, de 37 anos. "Fui dormir às 2 horas da manhã, então estou com um pouquinho de sono, mas vale a pena".
A Espanha explodiu em comemorações noite adentro após o apito final na partida de domingo. Uma celebração, no entanto, marcada pela morte de um adolescente de 13 anos na província de Salamanca (oeste), após a queda de uma fonte sobre a qual ele havia subido junto com outras pessoas.
Com a presença do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vaiado quando entrou em campo acompanhado pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino, para a cerimônia de premiação, a 'Roja' derrotou a Argentina com um gol de Ferran Torres aos 106 minutos, no segundo tempo da prorrogação.
A equipe espanhola se manteve fiel ao seu estilo de jogo, mostrando superioridade a partir da posse de bola e com uma defesa sólida que não permitiu à Argentina um único chute a gol até que a 'Albiceleste' já estivesse atrás no placar.
A superioridade da Espanha no torneio ficou refletida nos prêmios: o capitão Rodri Hernández foi eleito o melhor jogador da competição; o zagueiro Pau Cubarsí (19 anos) recebeu o prêmio de melhor jovem e o goleiro Unai Simón ficou com a Luva de Ouro, ao sofrer apenas um gol em todo o torneio (nas quartas, contra a Bélgica).
O prêmio de artilheiro foi para o francês Kylian Mbappé, com 10 gols (Lionel Messi terminou com oito) e que, além disso, tornou-se o maior artilheiro da história das Copas do Mundo, com 22 gols.
Apesar da derrota, os argentinos também festejaram, com milhares de pessoas no Obelisco de Buenos Aires e uma mensagem: "Obrigado mesmo assim!".
O voo com a delegação argentina vai aterrissar em Buenos Aires por volta das 17h00 locais (mesmo horário em Brasília).
A 'Albiceleste' já deve pensar no futuro. Messi, aos 39 anos, disputou aquele que deve ser seu último jogo em uma Copa, enquanto o técnico Lionel Scaloni não garantiu sua permanência para além de dezembro, quando expira o seu contrato.
L.Meier--VB