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Espanha e França protagonizam primeiro duelo antes da final da Copa do Mundo
Espanha e França disputarão, nesta terça-feira (14), em Arlington, a primeira semifinal da Copa do Mundo de 2026, um confronto com gosto de final que esconde outros tesouros em jogo.
"Não é exagerado falar de uma final antecipada", afirmou o técnico espanhol, Luis de la Fuente, após classificar sua equipe para o duelo no AT&T Stadium, perto de Dallas.
Favoritas ao longo do torneio, os 'Bleus' e a 'Roja' serão o maior obstáculo uma da outra no caminho até a final de domingo, no MetLife Stadium, nos arredores de Nova York, onde uma delas vai enfrentar Argentina ou Inglaterra, duas campeãs do mundo que, em outro confronto histórico, decidem seu destino na quarta-feira em Atlanta.
A Espanha chega respaldada pelo jogo coletivo mais convincente do torneio. Só levou um gol em seis partidas e foi deixando pelo caminho adversárias de peso como Portugal e Bélgica, sem abrir mão de sua identidade.
Campeã do mundo em 1998 e 2018, a França já soma 16 gols nesta edição e eliminou com autoridade seleções promissoras como Marrocos e Suécia, além de ter goleado a Noruega na fase de grupos.
A disputa também coloca frente a frente dois "estilos antagônicos", diz De la Fuente.
A Espanha tentará cansar a adversária através da posse de bola, enquanto os franceses se sentem à vontade esperando mais atrás para então lançar Kylian Mbappé, Ousmane Dembélé e Michael Olise, seu trio de ouro.
- Mais que Mbappé contra Lamine -
Embora o foco inevitavelmente recaia sobre o duelo entre Mbappé e Lamine Yamal, nenhum dos lados quer reduzir a semifinal a um confronto de estrelas.
"Lamine Yamal pode fazer a diferença, mas a Espanha tem outros jogadores que também podem fazê-lo", disse o treinador francês Didier Deschamps, que continua considerando a 'Roja' como favorita.
Yamal completou 19 anos na véspera da partida e chega recuperado de uma lesão muscular que condicionou o início de sua Copa do Mundo. O ponta marcou apenas um gol, mas já se mostrou decisivo contra a França na semifinal da Eurocopa de 2024.
"Já disse que não me preocupo com os gols, mas é sempre especial marcar em jogos assim e eu aceito o desafio, foi para isso que vim", afirmou a estrela do Barcelona na segunda-feira.
Outros destaques da equipe espanhola são Rodri, que volta a se aproximar do nível que o levou a conquistar a Bola de Ouro em 2024, e o inspirado Dani Olmo, "um mestre do jogo entre linhas", como definiu De la Fuente.
Por sua vez, Mikel Merino resolveu com gols os jogos contra Portugal e Bélgica saindo do banco, enquanto Fabián Ruiz, Ferran Torres e Pedri têm sido valiosas opções de auxílio. "Independentemente de quem escalarmos, não vamos errar", antecipou o treinador.
Na França, Adrien Rabiot lidera um meio-campo que pode voltar a contar com Aurélien Tchouaméni, embora Manu Koné tenha dado conta do recado durante sua ausência.
- Rivalidade com mais em jogo -
O duelo desta terça-feira é apenas o segundo confronto entre as duas seleções em uma Copa do Mundo. O primeiro aconteceu há 20 anos, quando a França virou para 3 a 1 nas oitavas de final da Alemanha-2006.
Mas nesta década a equação mudou. A Espanha derrotou a França nas semifinais da Eurocopa de 2024 e da Liga das Nações de 2025.
"Cientes do seu grande potencial, também somos a única equipe que venceu em duas semifinais", lembrou De la Fuente sobre os franceses.
Os 'Bleus' ostentam uma regularidade extraordinária e chegam à terceira semifinal de Mundial consecutiva. E Deschamps, em um capítulo à parte, pode se tornar o primeiro técnico a alcançar três finais seguidas.
Antes do apito inicial em Arlington, na partida de número 101 desta Copa do Mundo, será respeitado um minuto de silêncio em homenagem às vítimas do atentado de Nice, em 14 de julho de 2016.
Posteriormente, o jogo decidirá qual duas candidatas seguirá na luta pela glória na primeira Copa do Mundo com 48 seleções e qual terá de se contentar em disputar o terceiro lugar no sábado, em Miami.
B.Wyler--VB