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Infantino condena declarações racistas contra Kylian Mbappé
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, condenou nesta segunda-feira (6) “de forma inequívoca” os comentários racistas dirigidos ao atacante francês Kylian Mbappé pela senadora paraguaia Celeste Amarilla.
“O mundo do futebol e a sociedade como um todo estão unidos em apoio ao capitão da seleção da França: devemos lutar contra o racismo e erradicá-lo juntos”, escreveu o dirigente em uma mensagem publicada no Instagram.
“O futebol mostrou durante esta Copa do Mundo até que ponto é um poderoso fator de união em nossas vidas. Nosso esporte deve permanecer como um espaço inclusivo e seguro para todos nós”, acrescentou.
Infantino concluiu assegurando que a Fifa continuará com seus “esforços para erradicar a chaga do racismo do nosso magnífico esporte e da sociedade”.
Após a vitória no sábado da França sobre o Paraguai (1 a 0 nas oitavas de final), a senadora Celeste Amarilla fez críticas de teor racista a Mbappé, por meio do X, por sua atitude ao fim do jogo, quando não quis cumprimentar o goleiro 'guarani' Orlando Gill.
"O bruto nem sequer aprendeu a escrever, em vez de leite materno, mamava em cocos e as coisas mais cultas que ouviu na vida foram chimpanzés. Você devia ter mostrado o dedo do meio para ele, Orlando Gill, eu faço isso no Senado e não acontece nada!!!", escreveu.
"Camaronês colonizado, fingindo ser francês, ressentido, novo rico, prepotente e feio. Ele ficou nervoso e morrendo de medo durante a partida toda, assim como todo o seu time, não conseguiram marcar um gol sequer e venceram por sorte... A única coisa que muitos de nós lamentamos da 'Albirroja' é não terem dado um tapa de mão aberta na cara dele depois que o jogo acabou", acrescentou Amarilla em outra publicação.
Nesta segunda-feira, pela mesma rede social, Mbappé respondeu à política paraguaia: "Senhora Celeste Amarilla, você é uma mulher desprezível e indigna do seu cargo", escreveu o jogador do Real Madrid. "Jamais permitirei que pessoas como ela tenham a liberdade de espalhar o seu ódio e racismo pelo mundo."
Tanto o governo francês como o paraguaio manifestaram seu apoio a Mbappé e condenaram as palavras da senadora.
R.Buehler--VB