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Inglaterra ganha embalo na Copa após batalha no Estádio Azteca
A Inglaterra continuou sua caminhada na Copa do Mundo com uma vitória inesquecível e de tirar o fôlego sobre o México, um resultado aclamado como seu maior triunfo fora de casa.
A partida no icônico Estádio Azteca teve de tudo: atraso devido a fortes tempestades, torcida hostil e a expulsão do zagueiro Jarell Quansah no início do segundo tempo.
Mas os comandados de Thomas Tuchel tiveram uma atuação defensiva impressionante para vencer por 3 a 2 e avançar às quartas de final para enfrentar a Noruega de Erling Haaland.
O ex-capitão da Inglaterra Wayne Rooney afirmou que os "Three Lions" tiveram uma atuação convincente e podem chegar até a final.
"Isso mostrou que temos uma equipe capaz de vencer a Copa do Mundo", disse Rooney. "A confiança que isso dará a esses jogadores é enorme".
Alan Shearer, outro ex-capitão da Inglaterra, disse que a vitória dá "a confiança de que é possível seguir em frente e conquistar algo neste torneio".
- Pura estratégia no Azteca -
A Inglaterra começou a Copa do Mundo entre as favoritas, mas uma fase de grupos pouco convincente reduziu as expectativas.
Nos 16-avos de final, foi obrigada a virar o placar para vencer a República Democrática do Congo por 2 a 1, antes de ter que enfrentar os donos da casa no Estádio Asteca.
Os ingleses viajaram ao México para o jogo de domingo cientes do que teriam pela frente, com grande parte da atenção pré-jogo voltada para os desafios de jogar na altitude.
Os coanfitriões, apoiados por uma torcida apaixonada, chegaram invictos em suas dez partidas anteriores de Copa do Mundo no estádio e haviam perdido lá apenas duas vezes em 89 jogos oficiais.
A Inglaterra abriu 2 a 0 com dois gols de Jude Bellingham, embora Julián Quiñones tenha descontado pouco antes do intervalo.
Mas o panorama da partida mudou completamente no início do segundo tempo, quando Quansah recebeu um cartão vermelho por uma entrada perigosa, após revisão do VAR.
- Mentalidade e coração -
O capitão Harry Kane marcou de pênalti logo em seguida, restabelecendo a vantagem de dois gols da Inglaterra, e depois cometeu outro pênalti, que Raúl Jiménez converteu.
A partir desse momento, o México assumiu o controle total, buscando desesperadamente o empate contra a intransponível linha defensiva de cinco homens da Inglaterra, reforçada pelos reservas Djed Spence e Dan Burn.
Os visitantes tiveram apenas 33,2% de posse de bola, seu menor índice em uma partida de Copa do Mundo desde o início dos registros, em 1966.
Tuchel, que tem sobre os ombros a difícil missão de conquistar o primeiro título mundial da Inglaterra em 60 anos, elogiou seus jogadores, que terminaram o jogo exaustos.
"Conseguimos com pura mentalidade, com coração, superando todos os obstáculos que apareceram na frente", disse o treinador. "Estou muito orgulhoso da mentalidade e vontade da equipe".
O alemão afirmou que atuações como esta não seriam possíveis se os jogadores não estivessem "no espírito certo".
- Espírito de equipe -
Bellingham, o grande herói da Inglaterra, incentivou seus companheiros a acreditarem em si mesmos.
"Fazer parte de uma seleção inglesa que dá tanto ao país, que é capaz de proporcionar momentos e noites como esta, significa tanto quanto qualquer outra coisa na minha carreira e na minha vida, de verdade", disse o meio-campista do Real Madrid.
Agora, a Inglaterra enfrenta o desafio de tentar parar Haaland, que semana após semana destrói defesas na Premier League e divide a artilharia da Copa do Mundo com Lionel Messi e Kylian Mbappé.
Mas a seleção inglesa tem em Kane e Bellingham dois dos melhores jogadores do mundo, e o espírito de equipe pode ser o seu 12º jogador.
"Venho falando sobre a nossa união há muito tempo", disse o atacante Anthony Gordon. "Agora, espero que acreditem em mim".
M.Schneider--VB