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CBF defende Raphael Claus após Trump chamar árbitro brasileiro de 'suspeito'
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) defendeu nesta segunda-feira (6) a "integridade" de Raphael Claus, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou o árbitro brasileiro de "suspeito" em meio à polêmica envolvendo caso do atacante americano Folarin Balogun na Copa do Mundo.
Expulso por Claus no jogo da fase de 16-avos de final entre Estados Unidos e Bósnia e Herzegovina, Balogun teve sua suspensão automática revogada pela Fifa e foi liberado para enfrentar a Bélgica nas oitavas do Mundial.
"Não há, em todo o seu histórico, qualquer elemento que o desabone ou que sustente qualquer tipo de suspeita", destacou a CBF em comunicado enviado à AFP.
"A CBF refuta qualquer insinuação que coloque em dúvida a integridade de Raphael Claus. Trata-se de um profissional exemplar", acrescenta a nota.
Trump admitiu que pediu ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, para que a decisão de expulsar e suspender Balogun por uma entrada no zagueiro bósnio Tarik Muharemovic fosse revisada.
O presidente americano atacou o árbitro brasileiro, descrevendo-o como "um pouco suspeito, se você analisar o passado dele".
Claus "é reconhecido mundialmente como um dos melhores árbitros em atividade e possui uma trajetória marcada por excelência técnica, conduta ética e absoluto respeito ao futebol", reagiu a CBF.
O Comitê Disciplinar da Fifa não revelou os motivos que levaram à conversão da suspensão automática de Balogun para "um jogo de suspensão condicional, acompanhado de um período probatório de um ano".
A Federação Belga de Futebol (RBFA) apresentou um recurso contra a reintegração de Balogun, que foi rejeitado nesta segunda-feira pelo Comitê de Apelação da Fifa, enquanto a Uefa considerou que a entidade máxima do futebol cruzou "uma linha vermelha" com sua decisão.
G.Schmid--VB