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Infantino afirma ter dito a Trump que órgãos da Fifa são 'independentes'
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, confirmou nesta segunda-feira (6) que recebeu uma ligação de Donald Trump para falar sobre o cartão vermelho recebido pelo atacante da seleção americana Folarin Balogun e afirmou ter dito ao político republicado que os órgãos disciplinares da entidade máxima do futebol são "independentes".
"Durante nossa conversa, expliquei que havia um processo legal em andamento envolvendo os órgãos judiciais independentes da Fifa e que o caso seria decidido no devido tempo pelos órgãos competentes", declarou o dirigente na rede social X.
Criticado desde a revogação da suspensão automática de Balogun, expulso na fase de 16-avos de final da Copa do Mundo por pisar no tornozelo do zagueiro bósnio Tarik Muharemovic e agora liberado para enfrentar a Bélgica nas oitavas, Infantino não deu maiores explicações sobre o caso.
"Eu leio as decisões do Comitê Disciplinar da Fifa quando elas são emitidas. Às vezes, fico surpreso com elas. Às vezes, concordo com elas, e às vezes, discordo", acrescentou. "O que eu sempre faço, no entanto, é respeitar essas decisões e a autonomia dos órgãos que as tomam".
O dirigente ítalo-suíço afirmou que a independência dos órgãos judiciais da Fifa — Comitê Disciplinar, Comitê de Ética e Comitê de Apelação — era "essencial para a credibilidade e a integridade do futebol" e que eles "operam de forma autônoma (...) com base nas regulamentações aplicáveis e nos fatos específicos diante deles".
O Comitê Disciplinar da Fifa não divulgou os motivos que levaram à conversão da suspensão automática de Balogun em uma "suspensão de um jogo condicional, acompanhada de um período probatório de um ano".
De acordo com o regimento do órgão, todos os membros de sua Comissão Disciplinar são eleitos por quatro anos pelo Congresso da Fifa, "por proposta do Conselho", isto é, o órgão executivo dirigido por Infantino.
O atual presidente é Mohammad Al Kamali, dos Emirados Árabes Unidos, eleito pouco antes da Copa do Mundo de 2026.
D.Schlegel--VB