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Após Kane e Olise, chega a vez de Luis Díaz na promissora seleção da Colômbia
Se Harry Kane é o herói inglês e Michael Olise é a sensação francesa, as esperanças da Colômbia na Copa do Mundo passam por outro atacante estrela do Bayern de Munique, Luis Díaz.
O caminho colombiano no mata-mata tem uma primeira parada às 22h30 desta sexta-feira (3), contra Gana em Kansas City.
Por diferentes motivos, a seleção da Colômbia chegou ao torneio da América do Norte cercada de dúvidas, mas seus adversários já começaram a observá-la com atenção ao comprovar seu desempenho na fase de grupos.
Na quarta-feira, o técnico espanhol Luis de la Fuente não hesitou em incluir o país no grupo de candidatos à final.
"Se eu não a coloquei antes na lista de favoritas, faço isso agora", afirmou De la Fuente, que em 2024 sofreu contra a Colômbia uma de suas três derrotas com a 'Roja'.
"Acho que ela tem um nível altíssimo, jogadores fantásticos, muito fortes fisicamente, muito rápidos e com uma qualidade técnica muito alta. Basta ver o ataque que tem", disse o treinador espanhol, indicando a linha comandada por Díaz.
Aos 29 anos, o ponta vive a primeira oportunidade de deixar sua marca em uma Copa do Mundo pela Colômbia, onde é a principal referência à frente de James Rodríguez.
Na Rússia 2018, ficou fora da lista devido a uma lesão de última hora. Quatro anos depois, a ausência da Colômbia no Catar o privou de viver a competição após ser contratado pelo Liverpool.
Em outubro de 2023, enfrentou uma situação pessoal complicada com o sequestro de seu pai na Colômbia durante 12 dias pela guerrilha do Exército de Libertação Nacional.
Dois anos mais tarde, assinou com o Bayern de Munique após ter sido fundamental para que a Colômbia chegasse à final da Copa América, um jogo que acabou perdendo para a Argentina em meio a um caos generalizado em Miami, encerrando uma sequência de 28 jogos de invencibilidade.
- "Estou no meu melhor momento" -
O golpe foi muito duro para a seleção de Néstor Lorenzo mas, dois anos depois, eles abrem outro caminho nos Estados Unidos.
Em sua estreia nesta edição do torneio, venceram o Uzbequistão por 3 a 1, com um gol, uma assistência e uma bola na trave de Díaz, que se emocionou por todas as dificuldades que havia enfrentado.
"Foi um momento muito especial", recordou à imprensa. "Eu estava quase chorando quando ia entrar em campo, vieram muitas coisas do passado à minha cabeça. Lutei muito para estar aqui", afirmou.
"Nos três anos anteriores, sempre houve algo que não nos deixava tranquilos no âmbito familiar, mental, físico, futebolístico. Hoje estou no meu melhor momento", declarou Díaz.
Após a estreia bem-sucedida, a Colômbia venceu a República Democrática do Congo por 1 a 0, e empatou em 0 a 0 contra Portugal, mas sem gols do atacante do Bayern.
No caminho da Colômbia está uma possível revanche contra a Argentina nas quartas de final, mas antes a seleção terá de superar o confronto de 16-avos de final nesta sexta-feira, contra um velho conhecido, Carlos Queiroz, ex-treinador da Colômbia e agora no comando de Gana.
Para voltar a ser decisivo, Díaz pode encontrar inspiração nas atuações espetaculares de Kane, autor de cinco gols, e de Olise, talvez o jogador mais valorizado deste Mundial.
O colombiano, segundo maior artilheiro do Bayern na última temporada, atrás apenas de Kane, formou com eles um trio de ataque imparável na clube bávaro, com o qual conquistou os títulos do Campeonato Alemão e da Copa da Alemanha, sendo contido apenas pelo Paris Saint-Germain nas semifinais da Liga dos Campeões.
Kane, Olise e Díaz já deixaram sua marca neste Mundial quando todos eles receberam o prêmio de Jogador Mais Valioso (MVP) em jogos por suas seleções.
P.Keller--VB