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Pressionada, Bélgica tem missão de evitar eliminação na Copa contra Nova Zelândia
Criticada desde o início da Copa do Mundo de 2026, a Bélgica precisa vencer e apresentar um desempenho convincente diante da Nova Zelândia nesta sexta-feira (26), em Vancouver, no Canadá.
A equipe precisa avançar para a fase de 16-avos de final para evitar outra decepção que poderá aprofundar o declínio ou provocar até mesmo o colapso definitivo de sua 'Geração de Ouro', que chegou a ser terceira colocada no Mundial de 2018, na Rússia.
"Não temos outra escolha a não ser vencer a última partida. Às vezes, isso não é algo ruim", afirma Rudi Garcia, o técnico francês da equipe, após o empate em 0 a 0 com o Irã.
A Bélgica chega à última rodada do Grupo G com dois pontos, após esse empate e um outro, em 1 a 1 com o Egito na estreia.
Com isso, vencer a Nova Zelândia, que é teoricamente a equipe mais fraca do grupo, é uma obrigação.
"Ficaríamos com cinco pontos. Não importa em que posição terminaremos. O que importa é sobreviver à fase de grupos", declarou Garcia à BeIn Sports, ressaltando a necessidade de garantir a vitória sobre as neozelandesas.
- A hora das estrelas -
Contra o Irã, os 'Diabos Vermelhos' exibiram uma preocupante falta de eficiência ofensiva, prejudicada pela má fase de seu astro Romelu Lukaku, embora ele tenha participado ativamente do único gol da equipe nesta Copa do Mundo, no empate em 1 a 1 com o Egito.
Kevin De Bruyne, que tem passado despercebido até agora, é a outra estrela de quem se espera que assuma o protagonismo e evite um desastre.
A Bélgica continua assombrada pela lembrança do fracasso na Copa do Mundo de 2022, no Catar, onde foi eliminada ainda na fase de grupos.
A equipe chega a este Mundial na América do Norte contando novamente com a base da geração que alcançou as semifinais na Rússia, em 2018, mas vários jogadores-chave já passaram dos 30 anos e se aproximam do fim da carreira: De Bruyne fará 35 anos no domingo, enquanto o goleiro Thibaut Courtois e o lateral-direito Thomas Meunier já têm 34.
O ex-atacante sueco Zlatan Ibrahimovic, que trabalha como comentarista da Fox Sports nesta Copa do Mundo, não poupou críticas à atuação mais recente da Bélgica: "No primeiro tempo, quase dormi. E, no segundo, eu realmente dormi".
- 'All Whites' não têm nada a perder -
Rudi Garcia tenta ver o lado positivo, destacando que sua equipe criou chances apesar de ter jogado a meia hora final com um homem a menos contra o Irã, após a expulsão do jovem Nathan Ngoy, que vai desfalcar o time na partida desta sexta-feira.
A Bélgica enfrentou os iranianos sem uma peça-chave do ataque, o ponta Jérémy Doku, que estava doente e havia viajado para Londres para o nascimento de seu primeiro filho, embora já tenha retornado aos Estados Unidos.
Essa viagem de ida e volta, autorizada pela Federação Belga, gerou uma polêmica que causou tumulto na concentração da equipe.
Pela frente, terão uma equipe da Nova Zelândia cujo principal trunfo é não ter nada a perder.
Eles somam apenas um ponto, após um empate em 2 a 2 com o Irã e uma derrota por 3 a 1 para o Egito, e todos parecem vê-los como a "vítima" ideal contra a qual a Bélgica poderia, enfim, despertar.
Em suas duas participações anteriores em Copas do Mundo (1982 e 2010), os 'All Whites' não conseguiram passar da fase de grupos.
Na Espanha, em 1982, perderam as três partidas. Já na África do Sul, em 2010, empataram os três jogos, mas nem mesmo a invencibilidade foi suficiente para avançar ao mata-mata naquele torneio, há dezesseis anos.
Agora, o encontro com a história depende de conquistarem sua primeira vitória, um triunfo que lhes garantiria uma vaga nos 16-avos e traria as atenções para o futebol, ao menos por alguns dias, em um país habitualmente fascinado pelo rugby.
P.Vogel--VB