-
Lula e Flávio Bolsonaro baixam o tom no último debate, a fim de conquistar indecisos
-
Lula e Flávio Bolsonaro baixam o tom no último debate antes do segundo turno
-
EUA convoca cubanos a trabalhar com a CIA para 'criar mudança positiva'
-
Leclerc é o mais rápido nos treinos do GP dos EUA; Bortoleto e Colapinto são penalizados
-
Leclerc também domina segundo treino do GP dos Estados Unidos
-
Raphinha x Mbappé, duelo de artilheiros no 'El Clásico'
-
Meghan Markle se diz 'consternada' com investigação sobre seu pai
-
Manifestações previstas na França forçam adiamento de PSG-Lyon
-
Justiça do Equador decreta prisão preventiva de ex-candidata presidencial de esquerda
-
Confederação Asiática muda de lado e agora apoia Infantino
-
Bortoleto e Colapinto recebem punição severa para GP dos EUA
-
Ex-presidente Cristina Kirchner enfrenta novo julgamento na Argentina
-
Netanyahu anuncia grande operação na Cisjordânia após ataque
-
Crescem indícios de novos ataques dos EUA contra o Irã
-
Leclerc é o mais rápido nos primeiros treinos do Grande Prêmio dos EUA
-
Grupo de investidores dos EUA compra 42% do Valencia
-
Macron condena 'atentado terrorista racista' que deixou um morto perto de Paris
-
Melania Trump anuncia cessar-fogo em cidade ucraniana
-
Ataque armado em igreja na Jordânia deixa sete mortos
-
Peres Jepchirchir, campeã mundial de maratona, é suspensa provisoriamente por doping
-
Trump conversará com Musk se restrições ao Starshield na Ucrânia persistirem
-
Kompany é hospitalizado após desmaio durante treino do Bayern
-
Ataque 'terrorista' e supostamente 'racista' deixa um morto perto de Paris
-
Indígenas da Colômbia rejeitam plano do governo para regulamentá-los: 'É uma agressão'
-
Melania Trump diz que conseguiu cessar-fogo em cidade ucraniana
-
Príncipe William, futuro rei da Inglaterra, sonhava em ser policial ou DJ
-
Trump critica LeBron James por comportamento durante execução do hino dos EUA
-
França convoca 70 mil agentes para evitar novos distúrbios
Jogadores com dupla nacionalidade: um trunfo para o Marrocos
No passado, o recrutamento de talentos com dupla nacionalidade era considerado uma solução de último recurso, o que fez com que o Marrocos perdesse diversos jogadores que optaram pelo país onde nasceram, como Ibrahim Afellay (Holanda), Marouane Fellaini (Bélgica) e Adil Rami (França).
Isso evoluiu para um projeto esportivo no qual a seleção norte-africana, o primeiro adversário do Brasil na Copa do Mundo de 2026, está se empenhando fortemente para rivalizar com as potências mundiais do futebol em busca de talentos.
"Para mim, foi uma escolha bastante fácil", lembra Ryan Mmaee, que, junto com seu irmão Sami, optaram pelo Marrocos em 2018, ao invés de Camarões e Bélgica.
"Quando me convocaram, vi que o Marrocos fazia muito esforço para colocar os jogadores em boas condições. Tudo era bem pensado, um verdadeiro projeto. Foi isso o que me seduziu", explica à AFP o atacante de 29 anos, jogador do Omonia Nicosia, do Chipre.
Para concretizar seu projeto, os 'Leões do Atlas' contam com uma rede de olheiros por toda a Europa que identifica jogadores ainda muito jovens, apostando na influência das famílias sobre eles e no forte vínculo da diáspora marroquina com o país.
"Desde 2021, estamos comprometidos com uma abordagem orientada para o desempenho, sustentada por uma visão estratégica clara", confirma Fathi Jamal, diretor técnico da Federação Real Marroquina de Futebol (FRMF).
"Temos um modelo híbrido e inteligente: alguns jogadores vêm da formação local, através das categorias de base nacionais e centros de formação dos clubes, enquanto outros foram detectados na Europa graças a uma unidade específica que monitora os jovens talentos com dupla nacionalidade", acrescenta Jamal.
- "Uma escolha do coração" -
O técnico da seleção do Marrocos, Mohamed Ouahbi, que assumiu o cargo há três meses, explicou: "A federação trabalha com listas de jogadores com dupla nacionalidade. E nossos olheiros fazem relatórios sobre todos eles".
"Quando o relatório é bom, é feito um primeiro contato para saber se o jogador já tomou uma decisão. Não é nada agressivo. Não oferecemos nada. Nem dinheiro, nem nada", acrescenta Ouahbi.
"O que eu faço, por outro lado, quando entra na alçada da minha equipe, é viajar até o local para conversar com os pais e propor um projeto esportivo a curto, médio e longo prazo", ressaltou o treinador, que comandou o Marrocos na conquista do título do Mundial Sub-20 em 2025.
A ausência do Marrocos na Copa do Mundo de 2018 foi um catalisador para que o país começasse a focar nos talentos com dupla nacionalidade, como Hakim Ziyech, Achraf Hakimi, Noussair Mazraoui e, mais recentemente, Brahim Díaz e Ayoub Bouaddi.
"Passei pela experiência [na Espanha, onde nasceu], mas não me senti à vontade. A decisão de representar um país deve ser tomada desde o início, e você precisa se sentir confortável com ela, tanto pessoalmente quanto com a sua família", disse o lateral-direito Achraf Hakimi, peça-chave da seleção marroquina, sobre o que ele descreveu como "uma escolha do coração".
Um sentimento compartilhado por Hakim Ziyech, que nunca teve dúvida em escolher o Marrocos.
"Eu sempre me senti marroquino, mesmo tendo nascido aqui [na Holanda]. Muita gente nunca vai entender esse sentimento", acrescentou Ziyech.
- "É um direito deles" -
Os investimentos do Marrocos em infraestrutura acabaram dando frutos: semifinalistas na Copa do Mundo de 2022, campeões africanos sub-23 em 2023, medalhistas de bronze nos Jogos Olímpicos de Paris-2024, vice-campeões africanos sub-20 em 2025, campeões mundiais sub-20 no mesmo ano e campeões africanos em 2026.
A chegada de jogadores com dupla nacionalidade ao Marrocos gerou críticas, especialmente na Bélgica e na Holanda.
"Os marroquinos que não são bons o suficiente aqui [Holanda] vão jogar pelo Marrocos", comentou o ex-jogador da seleção holandesa Rafael van der Vaart.
O diretor esportivo da seleção belga, Vincent Mannaert, menos agressivo, constata: "Eles nasceram aqui e se desenvolveram na Bélgica, onde os clubes investiram muito tempo e energia", mas "se em um dado momento não podem escolher a Bélgica, é um direito deles".
No extremo oposto, muitos jogadores optam por representar o país onde nasceram, como é o caso do astro do Barcelona Lamine Yamal, que foi sondado pelo Marrocos, mas escolheu a Espanha.
I.Stoeckli--VB