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Desanimado, Verstappen dá a entender que poderá deixar a Fórmula 1
O tetracampeão mundial da Fórmula 1, Max Verstappen, cujo início de temporada tem sido complicado e que terminou em oitavo lugar no Grande Prêmio do Japão neste domingo (29), deu a entender, em tom de desânimo, que poderia deixar a principal categoria do automobilismo.
Há semanas — e, mais uma vez, durante todo o fim de semana em Suzuka — o holandês de 28 anos (que dominou seus rivais de 2021 a 2024 com quatro títulos consecutivos e esteve perto de conquistar um quinto no ano passado) tem criticado incessantemente o carro da Red Bull para 2026, classificando-o como "indirigível".
Verstappen tampouco poupou críticas aos novos regulamentos de motores desta temporada, que apresentam uma divisão de 50/50 entre potência elétrica e de combustão interna, chegando ao ponto de comparar as corridas de F1 às do popular videogame 'Mario Kart' ou a uma série de Fórmula E (elétrica) "turbinada".
Em entrevista à BBC, Verstappen reiterou que "não encontra prazer na nova F1", referindo-se especificamente aos regulamentos que regem atualmente o campeonato mundial.
"Quando você para para pensar, será que realmente vale a pena? [...] Será que eu não preferiria passar mais tempo com minha família, ver meus amigos com mais frequência, em vez de competir em um esporte que não me traz qualquer satisfação?", questionou ele.
Os treinos livres e a classificação de sábado foram "um desastre, e tentei otimizar para a corrida de hoje, mas o carro continua o mesmo", reclamou em entrevista aos repórteres após terminar em oitavo no Grande Prêmio, muito atrás dos líderes.
Depois de largar em décimo primeiro, "simplesmente tentei me manter na pista", disse o piloto aos jornalistas, visivelmente abatido e desanimado.
Verstappen vem manifestando suas objeções desde o início da temporada contra o novo regulamento dos motores híbridos, supostamente criado para incentivar ultrapassagens, que, em vez disso, dividiu o paddock devido à complexa gestão da energia da bateria.
Na quinta-feira, ele admitiu que não acredita mais na possibilidade de vitória e já está pensando em 2027.
Esse derrotismo também se refletiu em seu comportamento, levando o holandês a chegar ao ponto de expulsar um jornalista britânico do jornal The Guardian da coletiva de imprensa da última quinta-feira, devido a uma pergunta que o repórter havia feito em dezembro sobre como ele deixou escapar o título no ano passado.
Assim como os outros 21 pilotos, Verstappen poderá respirar um pouco até o primeiro fim de semana de maio, quando a F1 retorna a Miami após uma pausa de mais de um mês, uma interrupção forçada pelo cancelamento dos Grandes Prêmios do Bahrein e da Arábia Saudita, ambos originalmente programados para abril, devido à guerra no Oriente Médio.
"Vou participar de outras corridas, coisas que tragam de volta o sorriso ao meu rosto", observou Verstappen, que, há apenas alguns dias, competiu em uma corrida de endurance na Alemanha.
A imprensa especializada também tem divulgado rumores a respeito de seu futuro na Red Bull, equipe com a qual ele tem contrato até o final de 2027.
B.Wyler--VB