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Milão-Cortina apaga sua chama e passa bastão para os Alpes franceses
Em uma cerimônia de encerramento festiva, Milão-Cortina fechou a 25ª edição dos Jogos Olímpicos de Inverno neste domingo (22), em Verona, e passou o bastão aos representantes dos Alpes Franceses, que vão sediar o evento em 2030.
Por volta das 22h45 (horário local, 18h45 de Brasília), as chamas das duas piras olímpicas, localizados sob o Arco da Paz em Milão e na Praça Dibona em Cortina d'Ampezzo, foram apagadas.
A despedida marcou o encerramento simbólico de um evento que, nas palavras da presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Kirsty Coventry, inaugurou uma nova era.
"Vocês proporcionaram uma nova geração de Jogos Olímpicos de Inverno e estabeleceram um padrão para as edições futuras. Podem se orgulhar", disse Coventry na Arena de Verona, o anfiteatro romano do século I, uma joia do patrimônio da cidade de Romeu e Julieta, que serviu como um cenário de luxo para a cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos.
A dirigente se referia ao modelo estabelecido por Milão-Cortina, com uma enorme extensão geográfica para aproveitar os locais existentes e, assim, limitar o custo econômico e o impacto ambiental.
Essa fórmula será usada na próxima edição, nos Alpes franceses, em 2030.
Representantes de duas regiões da França (Auvergne-Rhône-Alpes e Provence-Alpes-Côte d'Azur) receberam a bandeira olímpica de Coventry, antes da execução do hino nacional francês, La Marseillaise.
- Muita música -
Os organizadores haviam anunciado que, assim como na cerimônia de abertura no dia 6 de fevereiro, o objetivo da cerimônia de encerramento seria celebrar a beleza italiana, neste caso principalmente através da música.
Assim, o espetáculo passou da ópera, com títulos icônicos como La Traviata, Aida, Rigoletto e Madama Butterfly, para um grande final com o cantor veronês Achille Lauro.
Entre uma apresentação e outra, num ambiente festivo e descontraído, menos formal do que na abertura, ecoaram clássicos da música pop como Raffaella Carrà e Ricchi e Poveri, além composições de mestres como Ennio Morricone e Nino Rota.
Houve também um momento para o DJ Gabry Ponte, que tocou ao vivo o sucesso dos anos 1990 "Blue", hit mundial da banda de dance music Eiffel 65.
- Noruega domina quadro de medalhas; Brasil é 19º -
No quadro final de medalhas, a Noruega terminou mais uma vez em primeiro lugar, numa edição em que brilhou especialmente com o esquiador Johannes Klaebo, que conquistou seis medalhas de ouro.
No total, os noruegueses somaram 41 medalhas, sendo 18 de ouro, ficando à frente dos Estados Unidos (33 medalhas, sendo 12 de ouro), enquanto a Holanda ficou em terceiro lugar e a Itália em quarto, ambas com dez títulos.
O Brasil foi o 19º, na melhor campanha de sua história nos Jogos de Inverno, com a medalha de ouro de Lucas Pinheiro Braathen no slalom gigante do esqui alpino.
Com os Jogos Olímpicos já encerrados, Milão-Cortina pode começar a pensar nos Jogos Paralímpicos, que serão disputados de 6 a 15 de março, com abertura exatamente na Arena de Verona.
H.Kuenzler--VB