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Infantino garante que toda a Copa do Mundo será disputada com 'ingressos esgotados'
Todos os 104 jogos da Copa do Mundo de 2026 na América do Norte serão disputados "com ingressos esgotados", confirmou o presidente da Fifa, Gianni Infantino, em entrevista nesta quarta-feira (18).
"A demanda está alta. Todos os jogos estão esgotados", disse o dirigente à emissora CNBC, acrescentando que "alguns ingressos ainda estão sendo reservados para vendas de última hora".
A segunda fase de vendas de ingressos para a Copa do Mundo nos Estados Unidos, México e Canadá, torneio que começa em 11 de junho, foi encerrada no mês passado.
Foram registradas "508 milhões de solicitações em quatro semanas para cerca de sete milhões de ingressos disponíveis, de mais de 200 países ao redor do mundo", observou Infantino.
"Nunca vimos nada assim, é incrível", comemorou o presidente da entidade máxima do futebol mundial.
A fase de vendas de ingressos de "última hora", observou ele, começará em abril e se estenderá até a final do torneio, em 19 de julho.
Infantino também se defendeu das críticas aos preços dos ingressos, que as associações de torcedores classificaram como "exorbitantes" e que atingiram valores recordes em sites de revenda.
"É como se houvesse 104 edições do Super Bowl em um mês", reiterou Infantino. "E, obviamente, isso tem consequências nos preços".
"Os preços dos ingressos já foram definidos, mas existe um sistema chamado precificação dinâmica, especialmente nos Estados Unidos, o que significa que os preços sobem ou descem dependendo da demanda e da partida", explicou.
"Eles também podem revender seus ingressos em plataformas oficiais, no mercado secundário, e os preços subirão novamente. Isso faz parte do mercado", afirmou.
A Copa do Mundo de 2026 na América do Norte, a maior da história, com 48 seleções competindo em três países, deverá gerar uma receita estimada em US$ 11 bilhões (R$ 57,6 bilhões na cotação atual) para a Fifa, "talvez um pouco mais", afirmou o presidente da entidade.
Mas "cada dólar é reinvestido no futebol nos 211 países filiados", garantiu ele.
Ele também estimou que o impacto da Copa do Mundo na economia dos EUA será de cerca de "US$ 30 bilhões [R$ 157,2 milhões] em termos de turismo, restaurantes, segurança, investimentos, etc".
Segundo Infantino, além dos sete milhões de espectadores nos estádios, o Mundial também atrairá entre 20 e 30 milhões de turistas e criará "185 mil empregos em tempo integral".
"Isso terá um enorme efeito... E espero que esse efeito não se limite à Copa do Mundo, mas que continue no futuro", disse ele.
C.Koch--VB