-
Condições de trabalho na América Latina melhoraram pouco em três décadas, diz BID
-
Chefe da UE pede resposta comum para 'reforçar fronteiras' após crise em Ceuta
-
'Ted Lasso' retorna aos gramados com equipe feminina
-
Ataque russo queima oito milhões de livros na Ucrânia, denuncia editora
-
Aung San Suu Kyi, Nobel da Paz presa em Mianmar, reúne-se com delegado da Cruz Vermelha
-
Como formar 'cirurgiões do futuro' no uso de robôs
-
Irã nega negociações com EUA após anúncio de Trump sobre novas conversações
-
BitMart、説明を迫られる:SNC SCANDIC COINの出金は8日経っても依然としてTXIDなし
-
설명 압박에 직면한 BitMart: 8일이 지나도 여전히 TXID가 없는 SNC SCANDIC COIN 출금
-
BitMart تحت ضغط لتقديم توضيحات: عمليات سحب عملة SNC SCANDIC COIN لا تزال بدون معرّف المعاملة (TXID) بعد مرور ثمانية أيام
-
BitMart змушений надати пояснення: виплати в SNC SCANDIC COIN через вісім днів досі без TXID
-
BitMart sob pressão para dar explicações: os levantamentos de SNC SCANDIC COIN continuam sem TXID após oito dias
-
Israel transmite aos Estados Unidos suas 'preocupações' sobre o plano para Gaza
-
BitMart 面臨解釋壓力:SNC SCANDIC COIN 提現八天後仍無 TXID
-
Candidato de Trump a procurador-geral anuncia acordo com senadores após impasse
-
Cuba sofre novo apagão
-
Milei reitera acusações contra Lula: "é um ladrão, é um corrupto"
-
As principais mudanças de postura de Trump após suas ameaças contra o Irã
-
Sabalenka defende posto de número 1 do mundo no WTA 1000 de Toronto
-
Zverev mantém cautela em relação aos torneios Masters 1000 de 12 dias
-
Chelsea anuncia contratação do argentino Valentín Barco
-
Tenista russa Kristina Liutova, de 16 anos, é campeã do WTA 250 de Memphis
-
Famílias marroquinas continuam sem notícias de entes queridos que foram para Ceuta
-
Irã diz estar perto de acordo com Omã sobre Ormuz
-
Lula oficializa candidatura à reeleição e buscará um último mandato
-
Infantino vai do céu ao inferno em apenas duas semanas
-
Dois pilotos morrem em colisão de helicópteros que combatiam incêndios na Grécia
-
MP do Peru investiga acidente de avião de pequeno porte perto das Linhas de Nazca
-
Lula oficializa candidatura à reeleição
-
Kolo Muani deixa PSG e é contratado em definitivo pela Juventus
-
PSG anuncia transferência em definitivo de Kolo Muani à Juventus
-
Real Madrid comemora 'boa notícia' da retirada do plano comercial da Fifa
-
Francês Arthur Gea vence Shapovalov e é campeão do ATP 250 de Los Cabos
-
'A queda em desgraça mais rápida', diz ex-diretor do COI sobre Infantino
-
Técnico do Tottenham coloca continuidade de Richarlison no clube em dúvida
'Filhos' da diáspora venezuelana vestem a camisa da seleção 'Vinotinto'
Nasceram no exterior ou deixaram o país ainda garotos com suas famílias, em meio à onda migratória provocada por uma crise asfixiante. Hoje, vestem a camisa 'Vinotinto': a seleção de futebol da Venezuela aposta nos "filhos" da diáspora.
"As portas se abrem para o futuro", declara à AFP um desses "garotos", o meio-campista Nicola Profeta, que aos 18 anos foi lembrado nas últimas convocações do técnico da Venezuela, o argentino Fernando 'Bocha' Batista, nas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026.
"Eu me sinto orgulhoso e, o mais importante, feliz por representar a Venezuela", acrescentou Profeta em entrevista após o treino com o time sub-20 do Santos, onde joga, antes de viajar para se concentrar com a seleção.
Nascido na cidade de Lechería, no norte do país, Profeta tinha 11 anos quando deixou a Venezuela em 2017, no pico de uma crise econômica que, segundo as nações Unidas, levou quase 8 milhões de venezuelanos a migrar, num momento de hiperinflação, grave escassez de alimentos básicos com várias filas em supermercados e protestos massivos.
"Era fila, fila e fila. São lembranças que ficam marcadas por toda a vida", diz o jogador sobre as circunstâncias nas quais foi com seu pai, sua mãe e seus dois irmãos à vizinha Colômbia. Lá, se formou nas categorias de base do Deportivo Cali.
Profeta defendeu e foi capitão das seleções sub-15 e sub-17 da Colômbia, antes de escolher a Venezuela para disputar o Mundial Sub-17 do ano passado, na Indonésia. Ele tem tripla nacionalidade: venezuelana, colombiana e italiana.
"Agradeço à Colômbia pela oportunidade que me deu, mas a Venezuela é o meu país", ressalta.
- Torre de Babel -
Yiandro Raap (PSV Eindhoven, Holanda), Alessandro Milani e Lorenzo D'Agostini (Lazio, Itália), Daniele Quieto (Inter de Milão, Itália) e Víctor Fung (Inter Miami, EUA), todos nascidos no exterior, integram a lista de convocados da Venezuela para enfrentar Argentina e Paraguai, nos dias 10 e 15 de outubro, pelas Eliminatórias.
Outros nomes que aparecem são os de Leenhan Romero (Universidad Católica, Chile) e Luis Balbo (Fiorentina, Itália), nascidos na Venezuela, mas formados como jogadores em outros países, assim como Profeta.
Esta Torre de Babel não é casual. A Federação Venezuelana de Futebol (FVF) reforça seu trabalho de captação de talentos.
"Estamos acompanhando 530 jogadores fora da Venezuela que estão dentro dos parâmetros exigidos pelas comissões técnicas nacionais", explicou Luis Ángel Sánchez, chefe de scouting da FVF.
São 200 na Colômbia, onde vivem 2,8 milhões de venezuelanos, de acordo com a ONU.
"Parece perfeito, porque existem milhões como eu", diz Profeta sobre esta aposta em promessas no exterior.
"É engraçado porque alguns [dos jogadores] não falam espanhol, só italiano ou só inglês, mas somos todos venezuelanos e todos merecemos a mesma oportunidade", continua.
Nem toda busca por talentos dá certo: Batista convocou Alejandro Gomes (Lyon, França) para os jogos de setembro contra Bolívia e Uruguai, mas o atacante de 16 anos preferiu atender a uma convocação da seleção sub-18 da Inglaterra.
- "Te dão valor" -
As carreiras desses jovens estão apenas começando, com pouquíssimos jogos nos times profissionais de seus clubes. Como são convocados ainda muito novos, eles vão sendo integrados pouco a pouco, sem pressão, à dinâmica da seleção principal.
Muitos completaram ou ainda estão passando pela etapa de juvenil com a Venezuela: Raap, Balbo e Romero coram companheiros de Profeta no Mundial Sub-17 sob o comando de outro técnico argentino, Ricardo Valiño, que trabalha lado a lado com Batista e hoje está à frente da seleção sub-20.
"O amor que sinto por este país é indescritível", publicou no Instagram Raap, cujo pai é de Curaçao e a mãe da Venezuela, e que já jogou pela seleção sub-15 da Holanda. A mensagem em inglês é acompanhada por uma foto sua com a camisa 'Vinotinto'.
"Você sente que te acompanham e te dão valor", diz Sánchez.
As convocações também são uma oportunidade de luxo para treinar com jogadores de referência como Tomás Rincón e Salomón Rondón.
"A gente se lembra de quando os via na televisão quando era criança e agora eles estão aqui com a gente", conta Profeta, que também é companheiro de Rincón no Santos. "Ele me guia".
O objetivo: ver a Venezuela, único país da América do Sul que nunca disputou a Copa do Mundo, deixar esse passado para trás.
"Quero classificar para o Mundial. Esse é o sonho de todo venezuelano", conclui Profeta.
A.Kunz--VB