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Argentina sofre mas vence Equador nos pênaltis (4-2) e vai às semis da Copa América
A Argentina sofreu mas se tornou a primeira seleção classificada para as semifinais da Copa América-2024 ao derrotar o Equador por 4 a 2 nos pênaltis.
Assim como aconteceu nas quartas de final e na final da Copa do Mundo do Catar-2022, contra Holanda e França, respectivamente, o goleiro Emiliano 'Dibu' Martínez se agigantou na decisão por pênaltis, defendeu as cobranças de Angel Mena e Alan Minda e foi o herói da classificação argentina no NRG Stadium, em Houston, Texas, lotado de torcedores da 'Albiceleste'.
A Argentina abriu o placar aos 35 minutos com uma cabeçada de Lizandro Martínez. Mas o Equador, que não merecia perder e fez de longe sua melhor partida no torneio, conseguiu empatar, também de cabeça, por meio de Kevin Rodríguez, já nos acréscimos (90'+2).
'La Tricolor' ainda desperdiçou um pênalti no tempo regulamentar, aos 61 minutos, quando Enner Valencia mandou sua cobrança na trave direita de 'Dibu'.
"Me parece que vencer assim não é nada agradável. Sim, estamos felizes, mas a verdade é que não gostei. Desta vez não foi uma alegria que eu possa dizer que tenha desfrutado", disse o técnico da Argentina, Lionel Scaloni após o jogo.
Lionel Messi, que foi titular após ficar em dúvida devido a uma lesão na coxa, desperdiçou a primeira cobrança na disputa de pênaltis, mandando de cavadinha no travessão de Alexander Domínguez. O goleiro equatoriano fez um gesto de solidariedade e abraçou o capitão argentino.
Mas o goleiro do Aston Villa defendeu as duas primeiras dos equatorianos.
Julián Alvarez, Alexis Mac Allister, Gonzalo Montiel e Nicolás Otamendi converteram as suas. John Yeboah e Yordy Caicedo marcaram para o Equador.
"Jogamos contra o adversário mais difícil e mostramos que o time pode competir contra todos", disse o técnico do Equador, o espanhol Félix Sánchez após a partida.
O duelo no tempo regulamentar foi muito disputado e terminou em 1 a 1, com um angustiante empate equatoriano nos acréscimos, depois que Enner Valencia também desperdiçou um pênalti aos 61 minutos, com um chute que acertou a trave direita de 'Dibu' e foi para fora.
Agora a seleção comandada pelo técnico Lionel Scaloni enfrentará nas semifinais no Metlife Stadium, em Nova Jersey, no dia 9 de julho, o vencedor do duelo entre Venezuela e Canadá, que será disputado nesta sexta-feira em Arlington, no Texas.
As outras duas partidas das quartas de final da Copa América-2024 serão disputadas no sábado.
A Colômbia de James Rodríguez e seus 26 jogos invictos vai enfrentar em Glendale (Arizona), a partir das 19h (horário de Brasília), o Panamá, e três horas depois, em Las Vegas, será do clássico entre Brasil e Uruguai de Marcelo Bielsa, na partida mais aguardada das quartas de final.
- Domínio equatoriano -
O técnico do Equador Félix Sánchez havia estudado a campeã mundial e reforçou a sua contenção.
'La Tricolor' rapidamente assumiu a posse de bola, em alguns momentos convertendo sua formação para o 4-5-1, com Enner Valencia na frente, quando a Argentina queria construir o jogo, evitando a todo custo que a bola chegasse a Messi.
O Equador rapidamente ganhou velocidade e força aumentando a intensidade.
A equipe deu o primeiro alerta por meio de Caicedo, que aproveitou um erro defensivo para disparar da entrada da área, um chute que 'Dibu' defendeu sem problemas.
Entraram com pernas fortes, empurrando suas linhas em direção à área rival, com Gruezo, Caicedo e Preciado roubando bolas no meio-campo e fazendo Mac Allister trabalhar também nas tarefas defensivas.
O lado direito argentino parecia desprotegido e o equatoriano Moisés abriu os ataques, assumindo o controle do meio-campo. Sarmiento teve uma oportunidade clara mas o goleiro do Aston Villa estava pronto para defender. O Equador fez sofrer 'La Scaloneta'.
Foi uma equipe difícil, dura e que joga bem (...) são jogadores de um nível físico importante", disse Scaloni.
- Martínez abre o placar -
Mas alguns segundos de desatenção dos equatorianos foram suficientes para a campeã da América e do Mundo destruir. O Equador talvez tenha se sentido superior e os erros começaram a aparecer.
Numa grande jogada que parecia ter sido ensaiada, um escanteio de Messi foi magistralmente desviado por Mac Allister na primeira trave e a bola chegou limpa a Lisandro Martínez na segunda trave para, livre de marcação, abrir o placar.
O Equador começou a dar bolas bolas de presente, os atritos e choques eram constantes e o capitão Valencia recebeu um cartão amarelo ao devolver um 'presente' a Mac Allister.
- Matar ou morrer -
No segundo tempo ficou claro como Scaloni tentou anular os avanços dos laterais equatorianos, especialmente os de Angelo Preciado, com a contenção de Nicolás González.
Em um lance o capitão Enner Valencia solicitou revisão do VAR, mas o jogo foi reiniciado.
Depois, o árbitro marcou pênalti após um toque de mão na bola de Rodrigo De Paul. Mas o capitão Valencia desperdiçou uma oportunidade valiosa ao acertar a trave de 'Dibu'.
"Ele perdeu, são coisas do futebol, mas acho que fez um bom jogo. Estamos muito satisfeitos", disse Sánchez.
'La Pulga' se mostrou mais atuante no segundo tempo. Ele quase fez mágica com um chute aos 67 minutos com uma combinação de passes, enquanto gritos de "Messi, Messi" soavam nas arquibancadas.
Mas o capitão não se mostrou explosivo, talvez ainda afetado pelo desconforto que o afligia no adutor direito da coxa.
Porém o Equador não estava morto, apesar do pênalti perdido por Valencia, e deixou isso claro. Kevin Rodríguez empatou o jogo de cabeça após um cruzamento, se antecipando à defesa e à mudança de trave de 'Dibu', que sofreu seu primeiro gol nesta Copa América.
Mas a sorte mudaria de lado mais uma vez na decisão de pênaltis e a Argentina segue viva na luta pelo recorde de 16 títulos da Copa América, um a mais que o Uruguai (15).
Os jogadores fizeram uma roda e comemoraram em campo enquanto nas arquibancadas a torcida cantou "Dale, campeón, Dale campeón!" (Dá-lhe campeão) durante vários minutos depois do apito final.
G.Schmid--VB