-
Houthis reivindicam mais ataques contra o aeroporto de Riade
-
Coco Gauff denuncia mensagens racistas após eliminação no WTA 1000 de Pequim
-
Arsenal aposta na estabilidade com renovação de Arteta até 2030
-
Rússia descarta riscos de epidemia por peste
-
ONU: maioria das crianças migrantes que chegaram à Europa em 2025 viajou sozinha
-
Campeão do mundo pela Espanha em 2010, atacante Pedro anuncia aposentadoria do futebol
-
George Russell é punido com perda de pelo menos 10 posições no grid do GP de Singapura
-
FMI está disposto a atuar nas consequências do El Niño
-
Falhas de segurança pesam sobre Netanyahu em reta final de campanha em Israel
-
Habitantes demonstram pouca preocupação com peste na cidade russa de Irkutsk
-
Nobel de Física Francis Halzen foi um pioneiro no uso da IA
-
Gana apresentará solicitação para aderir ao Brics
-
Nobel de Química premia descoberta fundamental para fabricar medicamentos
-
Cerca de vinte mortos na Ucrânia após bombardeios russos
-
EUA proíbe álcool e decreta toque de recolher para soldados no Japão após assassinato
-
Nobel de Química premia processo que facilita fabricação de fármacos
-
OMS alerta contra tratamentos para obesidade em menores de 10 anos
-
EUA cobra da Rússia mais informações sobre suspeita de peste
-
Diretora do FMI alerta para desigualdades induzidas pela IA e pede cooperação
-
França suspende o uso de granadas de efeito moral em protestos estudantis
-
Israel relembra as vítimas de 7 de outubro antes das eleições
-
"Não haverá nada igual em campo", diz Scaloni sobre Messi
-
"Foi um orgulho muito grande para mim defender esta camisa", diz Messi
-
Os grandes momentos de Messi pela seleção da Argentina
-
Messi se despede da Argentina com duas assistências e um gol na vitória sobre o Benin
-
Atriz Eva Marie Saint morre aos 102 anos nos EUA
-
Esquerda se agarra à esperança de virada de Lula
-
Trump diz que vai conversar com Putin, após suspeita de peste
-
Detenta que sobreviveu a execução fracassada nos EUA está consciente, dizem advogados
-
Trump não reembolsará aos contribuintes o dinheiro usado em anúncios de TV
-
Espanha vence Croácia com dois gols de Merino e vai às quartas da Liga das Nações
-
Kane comanda vitória da Inglaterra sobre República Tcheca na Liga das Nações
-
Oligarca russo diz que Trump Jr. devolveu dinheiro de gastos com seu casamento luxuoso
-
Paramount conclui compra da Warner Bros Discovery, dando origem à Skydance
-
Louis Vuitton encerra Semana de Moda de Paris com viagem ao futuro
-
CR7 pede desculpas por seu comportamento e abre as portas para retorno a Portugal
-
Messi faz último jogo pela Argentina em 'festa de agradecimento'
-
Emmy, o Oscar da televisão, migra para o streaming
-
Universidade de Cornell nomeia ex-vice-procuradora para revisar caso de estupro coletivo
-
Mais de duas mil pessoas protestam em Atenas contra visita de Marco Rubio
-
Tráfico, corrupção e pressão dos EUA: pontos-chave da prisão do procurador-geral na Bolívia
-
Uruguai goleia Índia em seu último amistoso nesta data Fifa
-
Uso de IA em trabalhos acadêmicos provoca debate nas universidades dos EUA
-
Líder independentista catalão Carles Puigdemont já pode retornar à Espanha
-
Israel derruba edifício em Jerusalém Oriental onde viviam dezenas de palestinos
Patinação artística empodera jovens negras em Nova York
Com o Central Park de fundo, jovens do Harlem vestidas em seus trajes brilhantes deslizam na pista deste famoso símbolo de Nova York, ao som de um medley musical dos filmes "Barbie" e "Mulher Maravilha" e com a postura de patinadoras quase profissionais.
A associação de Patinação Artística no Harlem (FSH, na sigla em inglês), um centro educacional e de treinamento, realizou seu festival anual de inverno em fevereiro, diante de um público animado em pleno pulmão verde de Manhattan, cercado por arranha-céus.
Desde a década de 1990, esta organização sem fins lucrativos, única nos Estados Unidos e no mundo, segundo sua fundadora e presidente, Sharon Cohen, "ajuda mulheres jovens a transformar suas vidas, a crescer com confiança, maestria e sucesso educativo" no bairro do Harlem.
"A patinação artística no Harlem é toda a minha vida. Não me lembro de um momento na minha vida em que não tenha patinado", diz Nadia Neil, uma estudante de 17 anos que patina na FSH desde os seis anos.
"Comecei aprendendo aos poucos, evoluindo e crescendo. Como uma borboleta saindo de seu casulo. Me apaixonei por este esporte", conta sua colega Ashley Prentice.
"Quando patino, me sinto poderosa e livre", diz esta jovem negra de 17 anos que mora no Harlem, afirmando que encontrou uma "família" e uma "comunidade" na associação.
A ideia surgiu em 1991, da união entre famílias afro-americanas do Harlem e Cohen, uma mulher branca de 60 anos e ex-patinadora profissional. A FSH foi então fundada em 1997.
"Foi realmente a comunidade (do Harlem) que iniciou este programa e decidiu que, além da patinação artística — que não é um esporte praticado por muitas meninas negras —, a educação estaria realmente no centro do programa, porque é o que pode abrir portas em seu futuro", conta Cohen.
Segundo a associação, a maioria das 300 estudantes têm entre seis e 30 anos e vive no Harlem e no Bronx, "dois dos bairros mais desfavorecidos de Nova York", uma cidade multicultural de 8,5 milhões de pessoas com profundas desigualdades socioeconômicas.
- Um esporte como a "vida" -
"Quase todas as meninas e jovens (98%) se identificam como pretas, pardas ou latinas, e cerca de 91% vêm de famílias com rendas extremamente baixas a moderadas", afirma a FSH.
Para Nadia, "as meninas do Harlem às vezes não recebem o apoio de que precisam ou são colocadas no caminho errado", este é um dos principais motivos pelo qual a jovem se encanta com as aulas noturnas ministradas por professores profissionais, além do ensino público que frequenta durante o dia.
A associação do Harlem também ensina como administrar finanças e, em geral, "como ser uma boa pessoa", afirma a estudante.
Segundo Cohen, a patinação artística é um esporte que "se aplica à vida". "Você começa falhando, entra no gelo e cai. Logo, aprende o que fazer depois de cair, como se levantar e como começar de novo. E que não há nada de errado em falhar", diz a presidente da organização.
Segundo dados da FSH, 88% de seus alunos obtêm as melhores notas escolares até o final do ensino médio e sua eventual inscrição no ensino superior.
Com índices de satisfação entre 90% e 97%, por parte das alunas e seus pais, o trabalho da FSH seduziu uma grande plataforma de streaming e será tema de uma série documental com lançamento previsto para 2025.
W.Huber--VB