-
Governo confirma recrutamento de panamenhos para guerra na Ucrânia
-
Petro diz que presidente eleito da Colômbia "obedece" ao governo dos EUA
-
Paramount concorda em adiar fusão com Warner Bros.
-
Peru volta a ter Congresso bicameral após três décadas
-
UE poderá pagar 'preço muito alto' por multa ao Google, ameaça Trump
-
Sinner e Djokovic desistem do Masters 1000 de Montreal
-
Karim Khan é destituído de suas funções como procurador do TPI
-
Tribunal dos EUA considera ilegais barreiras contra pílula abortiva
-
Ferrari mostra suas garras para a Mercedes nos treinos livres do GP da Hungria de F1
-
Ex-ministro e aliado de Maduro se declara inocente de lavagem de dinheiro nos EUA
-
CAS analisará recurso do Senegal sobre Copa Africana de Nações em outubro
-
Sensação na internet, macaco Punch comemora seu primeiro aniversário
-
Rodri passará por cirurgia nas costas, confirma novo técnico do City
-
Mark van Bommel é o novo técnico da seleção da Bélgica
-
Chamas forçam milhares a fugir por terra e mar de seu paraíso de veraneio na França
-
LeBron James anuncia que jogará pelo Philadelphia 76ers
-
Técnico da Espanha diz que comportamento dos jogadores argentinos após a final da Copa foi 'intolerável'
-
Vários incêndios cercam Madri e obrigam a evacuar milhares de pessoas na França e na Espanha
-
Brasil proíbe produção e venda de foie gras
-
Jürgen Klopp é anunciado como novo técnico da seleção da Alemanha
-
'O fogo te devora', diz morador evacuado pelo incêndio sem precedentes perto de Madri
-
Росія після Путіна: «Парламент із шансом в один відсоток»
-
Россия после Путина: «Парламент с шансом в один процент»
-
A Rússia pós-Putin: O «Parlamento com uma hipótese de 1%»
-
IA se tornou poderosa demais para ser controlada?
-
Incêndios cercam Madri e obrigam a evacuações na França e Espanha
-
Ao menos 21 mortos em ataques de longo alcance na Rússia e na Ucrânia
-
Trump retorna ao jantar dos correspondentes três meses após ataque caótico
-
Hungria anuncia investigação sobre zebras pertencentes a associado de Orbán
-
Bairros no Peru com o nome de 'Keiko Fujimori' esperam que presidente eleita cumpra promessas
-
Israel prepara 'operação antiterrorista' na Cisjordânia após violência mortal
-
Buscas por desaparecidos continuam um mês após terremotos na Venezuela
-
Montanhista suíço morre e mulher de 99 anos é resgatada no Monte Fuji
-
Seis candidatos para dirigir a ONU se enfrentam em debate televisivo
-
UE acusa TikTok de expor menores a riscos online
-
Ucrânia ataca com drones depósito de gigante comercial russo perto de São Petersburgo
-
Incêndios colocam Espanha em 'situação dramática' e obrigam a deslocamentos na França
Os passos de Djokovic em Munique, onde o sérvio se tornou um dos grandes
"Um pequeno profissional que só tinha um objetivo na cabeça: se tornar o número 1 do mundo". Quando desembarcou em Munique, em 1999, Novak Djokovic entrou na academia de tênis de Niki Pilic, onde o então adolescente se forjou uma estrela do esporte.
Em Oberschleisseheim, na periferia norte de Munique, a Academia Niki Pilic mostra com orgulho em suas paredes as imagens de seu pupilo mais famoso.
A foto de Novak Djokovic, que agora está em Londres para encarar o desafio de conquistar Wimbledon pela oitava vez, decora um corredor que o sérvio atravessava diariamente entre seus 12 e 16 anos de idade.
"Ele jogava sempre na quadra número 4 ou na de número 8", explica Wolfgang Reiner, que treinou 'Nole' durante dois anos. O técnico alemão de barba branca recorda várias histórias daquele jovem sérvio de "backhand excepcional",
"Assim que terminava o treinamento, ele ia assistir jogos de tênis na televisão. Brincava com os jogadores, seus golpes, seus discursos. Ele era muito engraçado", afirma. No final dos anos 1990, Pete Sampras e Andre Agassi eram as estrelas do momento.
Quando entrou no circuito, Djokovic também ficou conhecido por gostar de imitar outros jogadores de forma bem-humorada, como fez, por exemplo, com Rafael Nadal e Maria Sharapova.
Em Munique também lembram dele batendo bola contra a parede e procurando algum parceiro de jogo para treinar de vez em quando.
"Durante a pausa para o lanche, 'Nole' era sempre quem acabava de comer primeiro. Ia procurar alguém para jogar tênis contra ele, antes de retomar o treinamento. Uma vez ele pediu até para o porteiro!", lembra Wolfgang Reiner entre risos.
- "Pai no tênis" -
Novak Djokovic chegou à Alemanha em 1999, em plena guerra dos Bálcãs, que causava estragos em sua cidade, Belgrado. Ele deixou as malas em um pequeno quarto do complexo esportivo, então novo, destinado a formar jogadores profissionais.
Foi o treinador croata Niki Pilic quem propôs receber aquele menino para treinar em sua academia. O técnico já contava com uma grande reputação, como capitão da Alemanha três vezes campeã da Copa Davis com Boris Becker (1988 e 1989) e Michael Stich (1993).
"Djokovic tinha uma disciplina fora do comum para um garoto da sua idade, uma boa mentalidade e um físico excelente. Era um pequeno profissional que só tinha um objetivo na cabeça: se tornar o número 1 do mundo", disse Pilic à AFP, que agora tem 83 anos e vive na Croácia.
"Niki Pilic, que era meu pai no tênis e continua sendo, é uma das pessoas mais perseverantes e apaixonadas por tênis que já encontrei na vida": depois de ter conquistado seu 23º título de Grand Slam, Djokovic rendeu homenagem a seu antigo treinador.
O jogador com mais títulos de Major, aos 36 anos, considera que teve "muita sorte" por ter encontrado Pilic e podido aprender com ele num momento em que seus pais passavam por "muitas dificuldades, financeiras e emocionais".
Na academia alemã, Djokovic tinha cargas de treino pesadas, que incluíam quatro horas de tênis e uma de reforço muscular.
Quando podia, acompanhado de outros tantos jovens de sua idade que também treinavam no complexo, saía para correr em volta do canal para remo que ficava ao lado da academia, construído para os Jogos Olímpicos de Munique 1972. No verão, os adolescentes tomavam banho lá depois de treinar.
- A ascensão -
De 1999 a 2003, a progressão de Djokovic foi fulminante. Entre estadias de dois a três meses em Munique, ele enfileirava torneios.
"Ele tinha um nível de jogo fenomenal, embora ainda não fosse possível saber o quão grande se tornaria", conta Niki Pilic, lembrando de quando Djokovic se tornou campeão sub-14 da Europa, em 2001.
"Já era incrível naquela época", afirma Nic Marschand, que treinou 'Nole' durante seus anos na Alemanha. O preparador lembra de um adolescente "que tinha vontade de aprender" e que "se movimentava muito bem".
"Todos os golpes eram bons, ele sentia o jogo. Taticamente, sempre conseguia superar o adversário. Tinha uma visão fora do comum", analisa.
Embora tenha havido momentos em que Djokovic era menos disciplinado, "ele sempre trabalhou dez vezes mais do que os demais, queria melhorar permanentemente".
"'Nole' era um jovem muito inteligente que pensava, vivia e dormia para o tênis", concordam seus treinadores.
K.Brown--BTB