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EUA criou menos empregos que o previsto em junho
Os Estados Unidos criaram menos empregos do que o esperado em junho, embora o índice de desemprego tenha caído ligeiramente para 4,2%, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (2), que mostram que o mercado de trabalho passa por altos e baixos.
"Tanto o emprego total em folhas de pagamento não agrícolas (+57.000) quanto a taxa de desemprego (4,2%) variaram pouco em junho", informou o Escritório de Estatísticas do Trabalho (BLS) dos Estados Unidos em comunicado.
Em maio, o desemprego era de 4,3%.
Em junho, os principais setores de crescimento do emprego incluíram saúde e assistência social, enquanto o setor de lazer e hotelaria perdeu vagas após um desempenho sólido no mês anterior.
Depois de meses de avanços e contrações, o mercado de trabalho americano registrou fortes ganhos nos últimos três meses.
No entanto, os dados desta quinta-feira revisaram para baixo algumas dessas cifras. O emprego em abril e maio foi revisado para baixo em 74 mil postos, informou o BLS.
Os dados de junho ficaram muito abaixo das expectativas do mercado, já que economistas consultados pela Dow Jones Newswires e pelo The Wall Street Journal esperavam um aumento de 115 mil postos de trabalho.
Ainda assim, o crescimento do emprego se manteve em terreno positivo, e não se espera que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) intervenha por razões ligadas ao mercado de trabalho, um dos componentes de seu mandato.
- Salários defasados diante da inflação -
A inflação na maior economia do mundo registra altas há meses, devido aos impactos da guerra do presidente americano Donald Trump contra o Irã.
Os dados desta quinta-feira mostraram que o salário médio por hora dos trabalhadores americanos aumentou 3,5% em termos anuais, 0,7 ponto percentual abaixo da inflação.
Essa disparidade significa que os trabalhadores americanos perderam, em média, poder de compra, já que seus salários não acompanham o forte aumento dos preços.
A saúde tem sido um dos setores mais fortes para o emprego nos Estados Unidos nos últimos meses, já que o envelhecimento da população impulsiona a demanda por vagas em hospitais e centros de atendimento residencial.
Em junho, o setor criou 22 mil postos de trabalho, ritmo mais lento que sua média mensal dos últimos 12 meses, informou o BLS.
A assistência social, setor relacionado, acrescentou 25 mil postos de trabalho, acima de sua média mensal no ano.
Mas o emprego em uma série de setores-chave ficou estagnado, incluindo indústria manufatureira, comércio varejista, transporte e atividades financeiras.
O Partido Republicano de Trump enfrenta um duro teste nas eleições de meio de mandato de novembro, nas quais os democratas buscam tomar o controle das duas Casas do Congresso.
Trump propõe políticas ambiciosas de reindustrialização do país, de longo alcance, mas os números mostram que elas ainda não se concretizaram.
L.Stucki--VB