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Julgamento de Elon Musk contra OpenAI em argumentos finais
Os advogados de Elon Musk e da OpenAI apresentaram seus argumentos finais nesta quinta-feira (14) em um julgamento de grande interesse. O veredicto pode frear a empresa-mãe do ChatGPT na corrida pela supremacia da inteligência artificial (IA). Diversos titãs do Vale do Silício estiveram no tribunal.
O bilionário Elon Musk, pessoa mais rica do mundo, está processando a OpenAI por se afastar de sua origem sem fins lucrativos para se tornar o gigante de 850 bilhões de dólares (R$ 4,16 trilhões) por trás do ChatGPT.
A OpenAI foi fundada como uma organização sem fins lucrativos em 2015, mas em 2019 criou uma subsidiária com fins lucrativos quando a corrida pela IA se intensificou. O diretor-executivo da OpenAI, Sam Altman, e outros insistem que isso era necessário para captar recursos de investimentos.
Musk afirma que Altman e o cofundador Greg Brockman usaram de forma indevida uma doação de 38 milhões de dólares (R$ 186 milhões) que ele esperava que mantivesse a OpenAI como um laboratório de pesquisa para o bem da humanidade.
Para o júri de nove pessoas, como comentou a juíza Yvonne Gonzalez Rogers, sua decisão pode se resumir a uma pergunta simples: em qual dos magnatas em disputa eles devem acreditar?
“Uma organização sem fins lucrativos dedicada ao desenvolvimento seguro da inteligência artificial (...) para o benefício da humanidade. É para acreditar nisso?”, ironizou o advogado de Musk, Steven Molo, em sua argumentação final nesta quinta-feira, questionando a integridade de Altman.
A advogada da OpenAI, Sarah Eddy, retrucou apontando para Musk. “Nem mesmo a mãe dos filhos dele consegue respaldar a versão dele”, disse, em referência a Shivon Zilis, uma sócia de negócios de Musk com quem ele tem quatro filhos, que testemunhou sobre seu papel como intermediária entre os executivos de tecnologia.
Musk, que nesta quinta visitava a China como parte da delegação que acompanha o presidente americano Donald Trump, deixou a OpenAI em 2018. Hoje mantém projetos lucrativos de IA por meio de sua empresa SpaceX.
A ação judicial de Musk exige que a OpenAI volte a ser uma organização sem fins lucrativos, o que afetaria sua posição na corrida mundial pela IA.
Como entidade sem fins lucrativos, a OpenAI teria que abandonar sua abertura de capital e romper com poderosos investidores - como Microsoft, Amazon e SoftBank - que a financiam.
A OpenAI afirma que Musk age por desejo de vingança, depois de ter saído irritado por não conseguir o controle majoritário.
Espera-se que o júri, que desempenha um papel consultivo neste julgamento, chegue a um veredicto na próxima semana. A juíza disse que provavelmente seguirá sua recomendação.
D.Schlegel--VB