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Preços das commodities sobem com guerra e outros fatores, diz Banco Mundial
Os preços de commoditie, como petróleo, fertilizantes, produtos agrícolas e metais, subiram em média 16% neste ano, afirmou nesta terça-feira (28) o Banco Mundial (BM), ao apontar a guerra no Oriente Médio e outros fatores como responsáveis.
"A guerra atinge a economia mundial em ondas sucessivas", destaca o economista-chefe do BM, Indermit Gill, após a publicação do relatório da instituição sobre o mercado de commodities.
"Primeiro, com a alta dos preços da energia, depois com a dos preços dos alimentos e, por fim, com uma inflação mais elevada, que fará subir os juros e encarecer ainda mais o custo da dívida", afirma.
Segundo o relatório do BM, os preços da energia podem subir 24% neste ano, "para o nível mais elevado desde a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022".
No caso do petróleo, o Brent, referência para os mercados internacionais, deverá custar em média 86 dólares por barril em 2026, ante 69 dólares por barril há um ano.
Essa previsão parte do pressuposto de que a maior parte das perturbações vinculadas ao conflito cessará no próximo mês "e de que o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz voltará progressivamente ao seu nível anterior à guerra até o fim de 2026".
Um cenário mais pessimista, em que instalações de produção de petróleo e gás sofram danos mais importantes, levaria o preço do Brent a uma média de 115 dólares por barril.
No caso dos fertilizantes, derivados do petróleo, o BM prevê que seu preço suba 31% neste ano, nível não visto desde 2022, "reduzindo a renda dos agricultores e ameaçando o rendimento das colheitas futuras".
Quanto aos metais, em especial alumínio, cobre e estanho, "também deverão atingir máximas históricas", segundo o relatório.
O texto esclarece que isso "reflete a forte demanda de setores como centros de dados, veículos elétricos e energias renováveis".
L.Stucki--VB