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Paradeiro de veleiros com ajuda para Cuba permanece desconhecido
O destino de dois veleiros que transportavam ajuda para Cuba permanecia desconhecido nesta sexta-feira (27), após a Guarda Costeira dos Estados Unidos ressaltar que não participa das buscas, apesar de ter informado anteriormente que as embarcações haviam transitado com segurança a partir do México.
A Marinha mexicana lançou ontem uma operação para descobrir o paradeiro dos dois barcos, que zarparam há uma semana de Isla Mujeres e com os quais o contato foi perdido.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, disse na manhã de hoje que prosseguiam as buscas pelos veleiros, que fazem parte da flotilha de um comboio internacional de ajuda a Cuba. Um navio da Marinha mexicana "teve contato com eles e, depois de algumas horas, não mais", comentou.
Por volta dessa mesma hora, a Guarda Costeira dos Estados Unidos informou à AFP que havia recebido, "às 10h36 locais, a informação de que as duas embarcações transitaram com segurança até Cuba". Mais tarde, no entanto, a Guarda emitiu outro comunicado, no qual afirmou que não participava dos trabalhos de busca, liderados pela Marinha do México em conjunto com autoridades cubanas.
No começo da noite, nem autoridades cubanas nem mexicanas haviam confirmado o avistamento das embarcações. "Do nosso país, fazemos o possível na busca e no salvamento desses irmãos de luta", publicou no X o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, ao expressar sua preocupação com os veleiros, que deveriam chegar a Havana esta semana, segundo informações da Marinha do México.
- Marinheiros experientes -
Os primeiros carregamentos do comboio internacional "Nossa América" chegaram na semana passada por via aérea, procedentes da Europa, da América Latina e dos Estados Unidos. Antes disso, um porta-voz do comboio disse à AFP que "os capitães e as tripulações são navegadores experientes", e que ambas as embarcações estavam "equipadas com sistemas de segurança e sinalização adequados".
Os organizadores do comboio não fizeram comentários hoje. A Marinha do México não informou a identidade dos tripulantes, mas indicou que mantinha contato com agências de resgate em Cuba, Estados Unidos, Polônia e França.
Após cortar, em janeiro, o fornecimento de petróleo a partir da Venezuela, principal fornecedor de Cuba, o governo americano lançou um embargo petroleiro de fato, que agravou a crise energética e econômica na ilha.
Nesta sexta-feira, um navio procedente do México com 111 toneladas de alimentos e outras doações arrecadadas por organizações civis chegou a Havana, informou a TV cubana. Desde o mês passado, o governo mexicano já entregou à ilha mais de 3.000 toneladas de insumos.
C.Koch--VB