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Petróleo segue acima de US$ 100 e bolsas europeias fecham em queda
Os preços do barril de petróleo estavam ligeiramente acima de 100 dólares nesta sexta-feira (13), enquanto as bolsas registravam quedas após dias de forte volatilidade provocada pela guerra no Oriente Médio.
O Irã respondeu à ofensiva dos Estados Unidos e de Israel bloqueando o estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do comércio mundial de hidrocarbonetos, e atacou a infraestrutura energética no Golfo.
A situação pressionou os preços do petróleo que, apesar de uma liberação recorde de reservas estratégicas, superaram na quinta-feira a marca dos 100 dólares.
No entanto, o anúncio dos Estados Unidos de flexibilizar parcialmente as sanções ao petróleo russo parece ter freado por enquanto a alta do petróleo e, consequentemente, as perdas nas bolsas.
Por volta das 16h30 GMT (13h30 no horário de Brasília), o barril do Brent do Mar do Norte, referência do mercado europeu, era negociado em alta de 1,06%, a 102,03 dólares. O barril do WTI, referência americana, avançava 1,6%, a 97,30 dólares.
"Os mercados continuam dominados pelas tensões em torno do Estreito de Ormuz e pelas variações dos preços do petróleo", afirmaram analistas da Natixis.
No mesmo horário, os principais índices de Nova York operavam próximos do equilíbrio: Dow Jones (+0,1%), Nasdaq (-0,6%) e S&P 500 (-0,3%).
Na Europa, as principais bolsas fecharam em queda, afetadas pela continuidade da guerra. Paris recuou 0,91%, Londres perdeu 0,43%, Madri caiu 0,47%, Milão 0,31% e Frankfurt, 0,60%.
Algumas horas antes, a maioria das bolsas asiáticas havia encerrado o dia com perdas superiores a 1%.
- "Problema para os investidores" -
Com países do Golfo reduzindo a produção e petroleiros retidos na região, os preços de referência do petróleo subiram entre 40% e 50% desde o início do conflito.
O Estreito de Ormuz permanece praticamente fechado, e o novo líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, afirmou na quinta-feira que o país continuará usando essa "carta".
"A estratégia iraniana de desorganizar o mercado de energia se confirma, com o fechamento de fato do estreito de Ormuz há duas semanas e ataques a petroleiros no golfo Pérsico e a portos de Omã além do Estreito", avaliou Xavier Chapard, estrategista da LBPAM.
"Por enquanto, não há perspectiva de fim do conflito, e esse é o problema para os investidores", afirmou à AFP Adam Sarhan, da empresa 50 Park Investments.
A Agência Internacional de Energia (AIE) advertiu que a guerra no Oriente Médio pode provocar "a maior interrupção do abastecimento" da história do setor.
Apesar disso, o presidente americano, Donald Trump, escreveu nas redes sociais que derrotar o "império do mal" do Irã era mais importante que os preços do petróleo.
S.Spengler--VB