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Petróleo despenca e impulsiona alta das bolsas
Os preços do petróleo bruto despencaram nesta terça-feira (10), impulsionando as principais bolsas da Ásia e da Europa, em uma sessão marcada pela atenção do mercado ao trânsito de navios petroleiros no Golfo.
A desaceleração dos preços do petróleo após o presidente americano, Donald Trump, sugerir na segunda-feira que a guerra no Oriente Médio poderá terminar em breve.
“Isso vai acabar em breve e, se recomeçar, o golpe será ainda mais duro”, disse Trump na noite de segunda-feira, questionado sobre a ofensiva iniciada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã.
A tendência se manteve durante as operações desta terça-feira e se consolidou com força depois que o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou no X que a Marinha de seu país havia escoltado um petroleiro através do Estreito de Ormuz.
Tanto o barril de Brent do Mar do Norte quanto o West Texas Intermediate (WTI) despencaram mais de 15%. O contraste é forte em relação à segunda-feira, quando os preços chegaram perto de 120 dólares por barril nos mercados asiáticos, com altas de mais de 30%.
No entanto, pouco depois Wright apagou a publicação.
Em paralelo, outra notícia que contribuiu para a queda dos preços foi o anúncio de que a Agência Internacional de Energia (AIE) convocou uma "reunião extraordinária" de seus países-membros para avaliar se decidem recorrer às reservas estratégicas.
"O renovado otimismo após a queda dos preços do petróleo contribuiu para a recuperação dos índices acionários mundiais, sobretudo na Ásia e na Europa", explicou o analista Axel Rudolph, da plataforma de negociação IG.
Os preços do petróleo haviam disparado devido aos ataques iranianos a monarquias petrolíferas do Golfo, em resposta aos bombardeios americanos e israelenses que mataram seu líder supremo, Ali Khamenei, que foi substituído por seu filho.
Já os preços do gás na Europa caíram 19,52%. O contrato de gás natural TTF holandês, considerado a referência europeia, recuou para cerca de 45 euros, após ter subido no dia anterior a um valor que não alcançava desde janeiro de 2023.
- "Mercado instável" -
A queda do preço do petróleo bruto beneficiou as bolsas, que fecharam em alta, após as fortes perdas da segunda-feira.
Na Europa, as altas do fechamento foram expressivas: Londres subiu 1,59%, Paris ganhou 1,79%, Frankfurt 2,39%, Milão 2,67% e Madri 3,05%.
Na Ásia, por sua vez, Seul fechou em alta de 5,4% e Tóquio, de 2,9%. Hong Kong subiu 2,2% e Xangai, 0,7%.
Em Wall Street, a tendência também se fez sentir e os três principais índices – o Dow Jones, o S&P 500 e o Nasdaq – se orientaram em alta.
"Continua sendo um mercado instável e, se as manchetes piorarem ou a guerra se intensificar, poderemos ver os preços voltarem a subir", afirmou Kathleen Brooks, do grupo XTB.
O presidente dos Estados Unidos também afirmou que suspenderia temporariamente algumas sanções relacionadas ao petróleo e reconheceu ter falado com seu homólogo russo, Vladimir Putin.
Os investidores estão atentos ao que acontece no Estreito de Ormuz, por onde costuma passar quase 20% do petróleo mundial, do Golfo para os mercados internacionais.
“O fator mais importante para os mercados será saber se o fornecimento de energia da região será retomado normalmente”, afirmou o analista da Forex.com, Fawad Razaqzada.
L.Maurer--VB