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Guerra no Oriente Médio impulsiona barril Brent e WTI para mais de US$ 90
Os preços do petróleo dispararam a níveis máximos nesta sexta-feira (6), depois da promessa de Donald Trump de continuar a guerra até a "rendição incondicional" do Irã e do temor dos investidores quanto a interrupções no fornecimento deste hidrocarboneto.
"Não haverá nenhum acordo com o Irã salvo a rendição incondicional!", escreveu Trump em sua plataforma Truth Social.
Após a declaração do presidente americano, o barril de Brent, referência internacional de petróleo, ultrapassou os 92 dólares (R$ 482,5, na cotação atual), sua marca mais alta desde 2023.
Seu equivalente americano, o barril de West Texas Intermediate (WTI), registrou brevemente 90,48 dólares (R$ 474,5), uma alta de mais de 11%.
Desde o início do conflito, várias infraestruturas energéticas sofreram ataques e o bloqueio do estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% da produção mundial de petróleo, está causando problemas de abastecimento nos mercados globais.
"A cada dia em que o estreito de Ormuz permanece fechado, o mercado petrolífero fica mais tenso", explicou à AFP Giovanni Staunovo, analista do UBS.
Dado que a capacidade de armazenamento dos países do Golfo é limitada, "se a situação não for resolvida rapidamente, em breve veremos uma racionalização da produção de petróleo e uma nova redução da atividade das refinarias, especialmente na Ásia e no Oriente Médio", advertiu Homayoun Falakshahi, analista da Kpler.
A Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos podem contornar parcialmente o estreito, mas "mesmo com estas opções de desvio, cerca de 8,7 milhões de barris por dia" continuam bloqueados, afirma Falakshahi.
Devido a estas perturbações, que podem se prolongar, "os compradores buscam garantir barris de substituição", o que amplia o aumento dos preços, detalhou Staunovo.
Para prevenir uma possível escassez, a China também pediu às suas principais refinarias que suspendessem as exportações de gasóleo e gasolina, segundo a agência Bloomberg.
O governo dos Estados Unidos autorizou na quinta-feira, por um mês, o fornecimento de petróleo russo sancionado à Índia, já que o conflito no Oriente Médio afeta diretamente o abastecimento de Nova Délhi.
Mesmo que as exportações através do estreito de Ormuz fossem retomadas agora, haveria "um atraso até que a produção fosse recuperada", ressaltou Ole R. Hvalbye, analista da SEB.
E se a situação continuar piorando, "poderia desencadear uma recessão econômica", advertiu.
D.Schaer--VB