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China define meta de crescimento entre 4,5% e 5% e aumenta orçamento de defesa para 2026
A China definiu a meta de crescimento anual mais baixa em décadas, e vai aumentar seus gastos com defesa, segundo relatórios apresentados nesta quinta-feira (5) em um encontro político.
Milhares de parlamentares e líderes do gigante asiático se reúnem nesta semana em Pequim para um encontro em que o governo vai apresentar seus planos para enfrentar o consumo estagnado e o enfraquecimento do mercado imobiliário.
Para 2026, a China prevê um crescimento entre 4,5% e 5%, segundo um relatório de trabalho das autoridades chinesas, enquanto para 2025 a meta era de cerca de 5%.
Segundo os líderes chineses, o modelo econômico deve se distanciar dos motores tradicionais, como as exportações e a manufatura, e se voltar para um crescimento baseado no consumo. Pequim também anunciou que seu orçamento de defesa, o segundo maior do mundo, aumentará 7% em 2026.
O país deve gastar US$ 276,8 bilhões (R$ 1,4 trilhão), cerca de três vezes menos do que a verba destinada ao mesmo setor pelos Estados Unidos. A cifra é levemente inferior à do ano passado (7,2%), mas está em linha com os anos anteriores, embora especialistas estrangeiros considerem esse número subestimado em comparação com os gastos reais.
Esse ritmo de crescimento foi publicado em um relatório orçamentário do Ministério das Finanças divulgado paralelamente à sessão anual do Parlamento.
Os Estados Unidos têm o maior gasto militar do mundo, de US$ 997 bilhões (R$ 5,2 trilhões) em 2024, à frente da China (US$ 314 bilhões, ou R$ 1,6 trilhão), segundo o Instituto Internacional de Estudos para a Paz de Estocolmo (Sipri). Em seguida vêm Rússia (149), Alemanha (88,5), Índia (86,1), Reino Unido (81,8), Arábia Saudita (80,3), Ucrânia (64,7) e França (64,7).
P.Vogel--VB