-
Lufthansa antecipa decisão mais rápida de Bruxelas sobre entrada na TAP
-
Pedro Duarte condena intervenção policial contra manifestantes no Porto
-
Uría Menéndez apoia Estado português na reprivatização da TAP
-
Ordem dos Advogados contesta limite horário e atuação policial em protestos
-
Caixa prevê prêmio superior a R$ 1 bilhão na Mega da Virada
-
Niterói testa pagamento por Pix em três linhas municipais de ônibus
-
Enel instalará 240 painéis solares nas instalações da Clin em Niterói
-
Futebolista espanhol morre após colisão com guarda-redes durante jogo
-
Rio de Janeiro reúne 3,3 mil vagas de emprego, estágio e aprendizagem
-
Senado aprova PEC da Segurança Pública sem baixar maioridade penal
-
Operação contra tráfico no Caniçal termina com três detidos
-
PRF detém homem com drogas escondidas no estepe de carro em Petrópolis
-
Confirmadas as empresas participantes e os palestrantes do Blue Magic Netherlands, de 17 de novembro
-
Conselho de Estado discute coesão social, habitação, educação e saúde
Agricultores espanhóis protestam em Madri contra acordo UE-Mercosul
Milhares de agricultores e pecuaristas tomaram o centro de Madri nesta quarta-feira (11) a bordo de centenas de tratores contra o acordo entre União Europeia e Mercosul, que, segundo afirmam, trará uma "concorrência desleal" e ameaça "a soberania alimentar".
Os tratores chegaram à capital em cinco colunas vindas de diferentes pontos, e percorreram o trajeto entre a praça Colón e o Ministério da Agricultura.
"Não ao Mercosul, não à nossa ruína" e "O campo espanhol não está à venda" eram alguns dos cartazes vistos na manifestação.
"Se o setor primário cair, vai afetar diretamente todos os cidadãos. Vão consumir produtos de pior qualidade, vamos perder a soberania alimentar, não haverá concorrência", disse à imprensa Miguel Ángel Aguilera, presidente da organização agrária Unaspi.
Segundo números da prefeitura, 367 tratores chegaram à capital, apoiados por 2.500 manifestantes.
Enquanto isso, no Congresso dos Deputados, o presidente do Governo, o socialista Pedro Sánchez, firme defensor do acordo, assegurou que serão implementados "mecanismos de compensação" para os agricultores afetados e "salvaguardas agrícolas" para dificultar "a entrada de produtos latino-americanos", caso se "considere que podem, de algum modo, prejudicar nossos produtores".
Agricultores e pecuaristas europeus afirmam que o acordo com o Mercosul se enquadraria em políticas agrícolas que "estariam acabando com a soberania alimentar e provocando grandes diferenças e concorrência desleal com países terceiros", afirma um comunicado das organizações que convocaram a manifestação em Madri.
O Parlamento Europeu congelou a ratificação do pacto por pelo menos um ano e meio. Mas a Comissão Europeia tem a possibilidade de aplicá-lo de forma provisória.
O acordo com o Mercosul permitirá à UE exportar mais carros, máquinas, vinhos e licores para Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, ao mesmo tempo que facilita a entrada na Europa de carne bovina, aves, açúcar, arroz, mel e soja sul-americanos.
A.Ammann--VB